Cotidiano
Estudos apontam que adolescentes e jovens têm ritmo biológico diferente; saiba como conviver com o cronotipo noturno de forma saudável.
Psicologia revela que clareza mental noturna está ligada a fatores genéticos / Reprodução/Freepik
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Quem prefere dormir tarde e luta para acordar cedo muitas vezes carrega o estigma da “preguiça” ou da falta de rotina.
No entanto, a psicologia e a cronobiologia explicam que esse comportamento está frequentemente ligado ao cronotipo noturno, um padrão biológico no qual o organismo atinge seu pico de alerta e energia durante a noite.
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Trata-se de uma característica influenciada por fatores genéticos, hormonais e cerebrais, e não apenas uma escolha ou “hábito ruim”.
Estudos apontam que adolescentes e adultos jovens são mais propensos a esse ritmo, o que explica a facilidade para estudar ou produzir à noite.
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Com o passar dos anos, responsabilidades sociais e mudanças hormonais podem deslocar o padrão para horários mais matutinos, mesmo naqueles que sempre foram notívagos.
O impacto na produtividade não depende do horário em si, mas do ajuste entre o cronotipo e as demandas do dia a dia. Quando a pessoa consegue organizar sua agenda para acordar em um horário compatível com o momento em que dormiu, tende a manter bom desempenho e evitar a privação crônica de sono.
O problema surge quando o notívago precisa seguir uma jornada fixa no horário comercial. A combinação de dormir muito tarde e acordar cedo pode levar a lapsos de atenção, irritabilidade, menor flexibilidade cognitiva e falhas de memória.
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Por outro lado, em contextos flexíveis, como trabalho remoto ou carreiras criativas, esse perfil pode adaptar a rotina para explorar seus períodos de maior energia.
Embora não exista uma “personalidade noturna” única, pesquisas em psicologia diferencial identificam traços recorrentes:
Quando o padrão atrapalha a vida social ou profissional, especialistas recomendam ajustes graduais, e não mudanças radicais. Confira estratégias baseadas em evidências científicas:
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Gostar de dormir tarde, portanto, reflete um funcionamento próprio do organismo. Compreender o próprio cronotipo e adotar estratégias personalizadas permite conciliar bem-estar, produtividade e as exigências da vida em sociedade.