Obras do teleférico de Santos começam em 2015

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28) pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa, em coletiva na sala de situação da Prefeitura

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28 NOV 201320h53

Em até 60 dias, a Prefeitura de Santos terá em mãos o projeto básico do teleférico que ligará os morros aos bairros da Zona Noroeste. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28) pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa, em coletiva na sala de situação da Prefeitura.

“A Prefeitura já desenhou o projeto e agora passa para a empresa que irá desenvolver o projeto básico”, explica Barbosa. Segundo o prefeito, o teleférico encurtará a viagem entre os morros e a Zona Noroeste em 12 minutos. “A primeira fase do projeto terá 7,2 mil metros de linhas integradas, maior do que os equipamentos já existentes no Complexo do Alemão e no Morro da Providência, ambos no Rio de Janeiro”, explica.

Prefeito assinou contrato para projeto básico (Foto: Matheus Tagé/DL)

A primeira fase do projeto terá cinco estações: uma no Valongo, atrás da Rodoviária; outra no Morro São Bento; outra na Vila Progresso, ao lado do Centro Cultural; uma na Lagoa da Saudade; e a última na Caneleira, no final da Rua Jovino de Melo. A expectativa é de que o teleférico transporte mil passageiros por hora (capacidade de seis pessoas por cabine) e que o seu sistema seja integrado aos demais equipamentos de mobilidade da Cidade: Bike Santos, Rodoviária, Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) e o terminal de ônibus municipal.

“Com todos estes equipamentos, a Cidade sofrerá uma revolução em mobilidade urbana. Queremos que tudo seja integrado pelo bilhete único, no entanto, ainda não temos valor de tarifa para o teleférico”, explica o prefeito.

Com o projeto básico em mãos, a Prefeitura poderá começar a fase de licenciamento ambiental e, após, abrir licitação para o projeto executivo e dar início às obras. “Acreditamos que tudo isso deve acontecer até o final do ano que vem e no início de 2015 as obras começam”, informa o chefe do Executivo. O teleférico custará cerca de R$ 60 milhões, provindos de um financiamento com o Governo Federal. Porém, segundo Barbosa, o processo para confecção do projeto básico foi pago pela Prefeitura: R$ 86 mil.

Estações

O prefeito explicou ainda que cada uma das cinco estações terá serviços públicos de acordo com a necessidade de cada comunidade. “Não haverá um padrão de estação. A Lagoa da Saudade, por exemplo, será toda reformulada. Junto com a estação virão um teatro, cinema e uma arena para shows como a Concha Acústica”, explica.

Confira o vídeo com um prospecto do que será o teleférico em Santos.