Obras do Novo Acesso ao Porto de Guarujá estão a todo vapor

40% do tráfego de veículos pesados que passam na Rua Idalino Pinez (Rua do Adubo), que recebe 105 mil caminhões por mês, irão utilizar a nova entrada

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29 MAI 201411h37

As obras para a construção de um novo acesso provisório ao Porto, ligando a Rodovia Cônego Domênico Rangoni (Piaçaguera) e a Avenida Santos Dumont, que tiveram início na primeira quinzena de abril, estão cumprindo o seu cronograma, com término previsto para 90 dias. Pelo convênio assinado entre a Prefeitura de Guarujá, Codesp, Associação Comercial e Empresarial de Guarujá (Aceg) e Governo do Estado, caberá às empresas portuárias, atuando de maneira consorciada, executar o projeto e a obra de construção do novo acesso em área das empresas Fassina e Dow Química. Após a conclusão do novo trecho, a Codesp será a responsável pela manutenção da rede de drenagem, pavimentação e sinalização durante o seu funcionamento.

Atualmente, 105 mil caminhões passam por mês na Rua Idalino Pinez (Rua do Adubo). Com o novo acesso, será possível desafogar em cerca de 40% o número de veículos, principalmente os pesados, que circulam pela via. O acesso será construído exatamente no mesmo local onde futuramente haverá ligação entre a primeira fase com a fase dois da Avenida Perimetral do Porto de Guarujá. A obra segregará, de uma vez por todas, o trânsito de veículos pesados do tráfego de veículos urbanos. A previsão de início da obra da segunda fase é o primeiro semestre do próximo ano.

Obras do novo acesso ao Porto (Foto: Pedro Rezende/PMG)

A prefeita Maria Antonieta de Brito lembrou que essa obra, assim como o viaduto sobre a linha férrea irá melhorar ainda mais a mobilidade na Cidade. Antes do viaduto, a cada 24 horas, cinco eram utilizadas em manobras com paradas de 15 minutos, sendo que a cada dois minutos parados era gerado um quilômetro de congestionamento.

“As áreas portuária e retroportuária são vitais para o desenvolvimento, que será feito de modo sustentável, e que vai dar um grande avanço na economia não só de Guarujá, mas da Região e do País. Para isso, planejamos estrategicamente a Cidade com visão de futuro, para os próximos 30 anos, para que não haja descontinuidade no desenvolvimento”, disse a prefeita, lembrando outras ações já implantadas como a segregação do tráfego de caminhões pela Perimetral e o Gabinete de Gestão de Crise, que conseguiu ordenar o fluxo de acesso ao Porto e acabar com as longas filas na entrada da Cidade, durante o período da safra.

Os custos das obras serão divididos entre as empresas portuárias, por meio de consórcio. Elas serão responsáveis pela execução do projeto e a construção do acesso em uma área de 50 x 600 metros, que pertence às empresas Dow Química e Fassina. O projeto completo, com a ligação da fase 2 da Perimetral, prevê um viaduto e a segregação do trânsito urbano.

Para o presidente da Aceg, Rogério Sachs, o novo acesso de caminhões será benéfico para a Cidade como um todo. “É muito importante tanto para as empresas como para a sociedade civil, pois melhora a condição Porto X Cidade. Hoje ainda temos uma condição ruim, em função de haver apenas um acesso (Rua do Adubo), mas este novo acesso facilitará até que tenhamos a complementação do processo com a segunda etapa da Perimetral. A Cidade ganha com isso, o Porto ganha com isso, e todo mundo sai contente”, comemora Sachs.