Obra não termina e abandono da Praça da Paz Universal persiste

Os equipamentos sociais, educacionais e esportivos continuam na promessa. Assista a reportagem completa

Em fevereiro último, a Prefeitura de Santos deveria ter entregue um Centro de Referência em Assistência Social (Cras), salas multiusos, áreas de exposições, cineteatro e uma quadra poliesportiva na Praça da Paz Universal, localizada na Zona Noroeste, em Santos. No entanto, o local é um verdadeiro retrato do abandono.   

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Não existe um lugar sequer sem entulho de construção, restos de móveis e lixo. As funcionárias da limpeza urbana não conseguem dar conta de tanta sujeira. O mato ‘roubou’ a grama e as calçadas estão quebradas, colocando em risco a segurança dos idosos.

A iluminação, segundo os moradores, é precária. Os brinquedos públicos estão quebrados e incompletos. O campo de futebol de areia está com os alambrados e portões semidestruídos. A pista de skate se tornou um pasto e a única obra da Prefeitura se tornou reduto de viciados em drogas.      

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A prometida reurbanização da praça da Paz Universal teve início em março de 2014 e ficou parada por meses. As obras foram avaliadas em R$ 4,07 milhões (R$ 3,07 milhões do Governo Federal, via Plano de Aceleração do Crescimento, e R$ 993 mil da Prefeitura).

Em fevereiro do ano passado a obra foi novamente paralisada, já com um grande atraso no cronograma de entrega. Na ocasião, a Prefeitura esclareceu que houve demora no repasse de recursos do Governo Federal. Em setembro, as obras foram retomadas com previsão de entrega para o mês passado.

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Assista a reportagem:

Prefeitura

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A Reportagem aguardou um posicionamento da Prefeitura de Santos durante todo o dia de ontem. Até as 19 horas, fechamento da edição, a Administração não se posicionou a respeito do assunto.  

Moradores estão desolados

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O morador Álvaro Oliveira Brito não se conforma. Ele vive há mais de 30 anos no entorno da Praça. “Eu não acredito mais em nada. Essa obra com os equipamentos não acaba nunca. Eu já participei de três reuniões e o secretário de Obras disse que não tem previsão de término por falta de dinheiro. Onde estão os R$ 4 milhões? À noite, o local virou reduto de drogados. Sábado e domingo ninguém dorme. Quando chove, a obra enche de água”.

Teresa Lima Dalto mora 41 anos próximo à Praça da Paz. Ela explica que a situação era bem diferente. “O prefeito Beto Mansur deixou isso (a praça) um brinco. Seus sucessores só foram destruindo. Mexeram no canal e agora entra água em todas as casas. A gruta (Nossa Senhora Rainha da Paz) era aberta e, agora, colocaram grades e vive fechada. A gente não consegue chegar perto da santinha. Não existe praça. O que existe é lixo”, afirma emocionada.

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Jorge Luiz dos Santos afirma que a drenagem foi realizada de forma equivocada pois, ao invés de escoar a água, acumula. As pessoas perderam as contas do móveis perdidos. “O piso dentro de casa estufa. As comportas improvisadas não preservam os imóveis. Focos de dengue, então, são centenas”, lembra.

Manoel Pereira de Souza afirma que a praça era limpa e organizada. “Essa Prefeitura faz obra em tudo que é lugar e não termina nada. Aqui é um exemplo. Aqui atrás temos o ‘canal da vergonha’. As manilhas abandonadas viraram esconderijo de bandidos. Esse (Paulo Alexandre) é o prefeito das obras ­inacabadas”.