Fevereiro de 2016. Este é o prazo para que o prédio do Hospital dos Estivadores esteja pronto. Assim declarou o chefe de Departamento de Obras Públicas, Ronald Santos, em vistoria realizada no local na manhã de ontem, juntamente com uma comissão de vereadores da Câmara de Santos.
“Nós trabalhamos com este prazo. Pode haver alteração, mas não passa do primeiro semestre”, garante Santos, explicando sobre o que já foi feito e o que ainda precisa ser finalizado nas obras do hospital. Para quem anda pelas alas inacabadas do prédio, o pensamento é único: ainda falta muito.
A vistoria é a primeira ação da Comissão Especial de Vereadores (CEV) que acompanha aos obras do equipamento. “A ideia era conhecer a realidade atual do complexo. A gente quer acompanhar todo o processo. Todas as ideias e sugestões que temos serão dadas através de relatórios parciais encaminhados à Prefeitura. O prazo é fevereiro e ainda tem muita coisa para fazer”, explica o presidente da comissão, vereador Marcelo Del Bosco (PPS).
Outra preocupação de Del Bosco é com relação a um primeiro projeto de reforma do hospital, executado no Governo Papa. “Foram feitos investimentos aqui e, agora, tiveram que refazer tudo novamente. Vamos tratar sobre isso na audiência pública”, completa.
O próximo passo da CEV é a convocação para uma audiência pública ainda sem data definida. Além disso, a comissão quer saber o quanto foi aditado ao contrato e o quanto cada esfera de governo (municipal, estadual e federal) já gastou com a obra.
A obra
Após a entrega do prédio, a Prefeitura poderá equipar a unidade, o que também demanda tempo. Questionado sobre este prazo, o chefe de Departamento Hospitalar da Secretaria de Saúde de Santos, Marco Sérgio Duarte, não soube precisar o tempo previsto. “A gente está trabalhando juntamente com a equipe de obras para que nada precise ser refeito quando começarmos a instalar os equipamentos, principalmente, os de alta complexidade”, explica.
Esta também é a preocupação do vereador Evaldo Stanislau (Rede). Ele defende que o hospital precisa ser um apoio ao diagnóstico e não só abertura de mais leitos. Uma das sugestões da CEV foi a otimização dos espaços para que haja mais salas para ultrassons e ecocardiogramas, exames de alta demanda.
“A vistoria é importante para que a gente se faça presente e acompanhe todo o processo. A gente entende que o prazo foi extrapolado porque é uma obra de alta complexidade, não é fácil mesmo. Mas quanto à parte financeira, a comissão precisará fazer um pente fino. Minha preocupação é com o real dimensionamento do que irá ter no hospital. Já tinha que estar melhor disposto. Não podemos criar a expectativa de que este hospital vai resolver os problemas na saúde da Cidade”, complementa Stanislau.
Pelo projeto original, as obras – que iniciaram em 12 de fevereiro de 2014 – deveriam terminar em 18 meses, ou seja, agosto deste ano. Quatro meses se passaram e o prédio ainda está em obras de adequação. “Encontramos problemas estruturais em dois prédios do complexo e precisamos sustentar as estruturas com vigas de aço para que não haja problemas futuros. Estes problemas foram uma das causas para a prorrogação do prazo e algumas das razões para os aditamentos”, explicou Ronald Santos, sem saber dimensionar o valor deste acréscimo no custo da obra, orçada inicialmente em mais de R$ 25 milhões.
R$ 37,3 milhões
Segundo a Prefeitura de Santos, as obras de reforma e ampliação do Complexo Hospitalar Estivadores estão cerca de 80% concluídas. Desde o início do mês, a equipe de trabalho ganhou reforço de 43 profissionais, entre ajudantes, azulejistas e pintores, totalizando mais de 300 funcionários até a conclusão das intervenções no prédio de 11,6 mil metros quadrados, localizado à Av. Conselheiro Nébias, 401.
A Administração garante ainda que um grupo de técnicos, instituído pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa, faz o controle diário da obra e discute o andamento de cada etapa em reuniões semanais denominadas de “ponto de controle”. Para adequar o cronograma às fases e aos custos da obra, foi necessária a realização de aditamentos (alterações) de ordem técnica. Até o momento foram gastos R$ 37,3 milhões.
Quando todas as etapas estiverem concluídas, o complexo oferecerá 223 novos leitos sendo 150 para internação de adultos, 36 maternidade e obstetrícia, 20 UTI Neo-natal, e 17 UTI adulto. O prédio terá ainda consultórios, equipamentos e espaços para vários tipos de exames, agência transfusional, posto de coleta de leite, farmácia, central de esterilização, refeitório, cozinha hospitalar, além de um auditório.
