O governador Tarcísio de Freitas vistoriou, nesta quinta-feira (26), as obras do novo piscinão e da canalização do Córrego Antonico, na zona sul da capital paulista. A estrutura é considerada estratégica para reduzir enchentes históricas nas regiões do Morumbi e Paraisópolis e deve beneficiar diretamente mais de 1 milhão de pessoas.
Com investimento de cerca de R$ 145 milhões, o projeto faz parte de um pacote de ações voltadas à adaptação da cidade às mudanças climáticas e ao aumento das chuvas intensas.
Obra mira problema histórico de alagamentos
A região atendida sofre há anos com enchentes recorrentes, principalmente em períodos de chuva forte. O novo sistema foi pensado justamente para reduzir esse impacto.
O piscinão terá capacidade para armazenar mais de 44 milhões de litros de água, funcionando como um “amortecedor” para conter o excesso de chuva e evitar transbordamentos do córrego.
A estrutura será integrada a um sistema de drenagem mais amplo, permitindo que a água seja liberada gradualmente após as tempestades.
Obras já passam de 70% e entram em fase decisiva
Iniciadas em fevereiro de 2024, as obras já atingiram cerca de 70% de execução e avançam em etapas mais complexas, como escavação profunda e fragmentação de rochas.
O reservatório terá características de grande porte:
- cerca de 28 metros de profundidade
- aproximadamente 48 metros de diâmetro
- conexão com outros sistemas de drenagem da região
A previsão é de entrega no segundo semestre de 2026.
Sistema integrado vai além do piscinão
Além do reservatório, o projeto inclui:
- canalização de quase 1 km do Córrego Antonico
- instalação de 1.100 metros de galerias de drenagem
- construção de túneis para escoamento da água
- reurbanização da Praça Alfredo Gomes
A proposta é criar um sistema completo, capaz de aumentar a eficiência hidráulica e reduzir o risco de enchentes em toda a bacia.
Impacto vai além da região do Morumbi
Embora o foco esteja na zona sul, os benefícios devem se estender para outras áreas, já que o córrego deságua no Pirajuçara e, posteriormente, no rio Pinheiros.
Na prática, isso significa menos risco de alagamentos em pontos críticos da capital.
Plano maior para enfrentar as chuvas
A obra faz parte de um pacote mais amplo de investimentos em drenagem urbana. Desde 2023, o Governo de São Paulo já destinou quase R$ 1 bilhão para projetos semelhantes.
Entre os destaques estão:
- o Piscinão Jaboticabal, o maior da Grande SP
- novos reservatórios em Franco da Rocha e Mauá
- manutenção de 27 piscinões já existentes
Juntos, esses sistemas têm capacidade para armazenar bilhões de litros de água e reduzir os impactos das chuvas na Região Metropolitana.
Cidade mais preparada para eventos extremos
Especialistas apontam que obras desse tipo são essenciais diante das mudanças climáticas, que têm aumentado a frequência e intensidade das chuvas.
Além de evitar prejuízos materiais, as intervenções ajudam a:
- melhorar a mobilidade urbana
- reduzir riscos à população
- aumentar a segurança em áreas vulneráveis
