Obra de clínica-escola para autistas será concluída no próximo mês

O serviço tem previsão de operação para o próximo semestre

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10 ABR 2019Por Da Reportagem14h25
A obra tem valor total de R$ 1,6 milhão e contou na primeira fase com R$ 400 mil de recursos arrecadadosA obra tem valor total de R$ 1,6 milhão e contou na primeira fase com R$ 400 mil de recursos arrecadadosFoto: Isabela Carrari

A construção da primeira Clínica-Escola do Autista de São Paulo, serviço da Prefeitura que ocupará parte do imóvel da antiga escola estadual Braz Cubas (Rua Heitor Penteado, 62, Marapé), está com a parte estrutural perto do final.

Após a conclusão da obra, prevista para o próximo mês, o prédio será mobiliado e equipado pela Secretaria de Saúde com investimento de cerca de R$ 500 mil. A previsão é de que entre em operação no segundo semestre e atenda inicialmente cerca de 100 pessoas.

A obra tem valor total de R$ 1,6 milhão e contou na primeira fase com R$ 400 mil de recursos arrecadados no Baile Oficial da Cidade de 2018, sendo o restante de contrapartida prevista em Termo de Responsabilidade de Implantação de Medidas Mitigadoras e/ou Compensatórias (TRIMMC). Atualmente, são realizados serviços de revestimento das paredes internas, acabamentos das salas e sanitários, pintura e construção do fosso do elevador.    

"Tudo está muito além do que esperávamos e caminhou para que fosse o melhor. Nós estamos todos sendo iluminados com este projeto", declarou a presidente do Grupo Acolhe Autismo, Ana Lúcia Felix, em visita a obra na tarde desta terça-feira (9), acompanhada do prefeito Paulo Alexandre Barbosa, representantes das secretarias de Saúde e de Infraestrutura e Edificações, Fundo Social de Solidariedade, construtora Kallas e do Grupo Acolhe Autismo, entidade idealizadora da iniciativa.

"Este equipamento vai fazer a diferença na vida de muita gente. Aqui teremos instalações modernas como sala de integração, consultório odontológico e quadra coberta para atividades esportivas. Aqui vai ter toda a infraestrutura, que será uma das mais modernas do Brasil", ressaltou o chefe do Executivo.

Projeto

O projeto prevê 12 salas de atendimento, duas de integração social, uma de intervenção precoce e dois espaços diferenciados: a sala de estimulação sensorial e a sala de atividades diárias, também chamada de casa autônoma modelo, com banheiro, cozinha, sala e quarto. Terá salas de reunião, administrativas e sanitários.

O prédio, com térreo e mais um pavimento, será totalmente acessível, incluindo elevador, corredores e portas mais largos. No primeiro andar, onde fica a maior parte das salas, as paredes já foram pintadas em tons de azul claro. "São cores com baixo estímulo por conta das alterações sensoriais presentes no autismo. Elas têm menor impacto visual e trazem conforto e mais tranquilidade", explica a arquiteta Ana Paula Chacur, integrante do Grupo Acolhe Autismo.

O equipamento funcionará com cerca de 20 profissionais capacitados nas áreas de educação física, fonoaudiologia, fisioterapia, psicopedagogia, terapia ocupacional e de educação especializada, os quais estão sendo selecionados entre o quadro estatutário das secretarias de Saúde e Educação.