Obama reconhece crise na relação da polícia com negros nos Estados Unidos

Baltimore iniciou ontem à noite o toque de recolher por causa dos atos de vandalismo. As manifestações na cidade começaram há uma semana

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28 ABR 201518h55

O presidente Barack Obama condenou ontem (28) os atos de violência em Baltimore, mas reconheceu que os Estados Unidos enfrentam uma crise na relação da polícia com a comunidade negra.

Baltimore iniciou ontem à noite o toque de recolher por causa dos atos de vandalismo. As manifestações na cidade começaram há uma semana depois da morte do jovem negro Freddie Gray, 25 anos, morto após ter sido ferido na coluna por um policial da cidade.

“O que aconteceu é inadmissível, não há desculpas”, disse Obama, mas ponderou que os “recentes acontecimentos levantam sérias questões sobre o policiamento das comunidades negras e um exame de consciência da nação”.

Durante a noite, lojas foram saqueadas, prédios incendiados. O número de policiais feridos chegou a 15 e o de pessoas detidas a 200. A Guarda Nacional está em Baltimore para evitar novos tumultos.

Barack Obama reconheceu a crise na relação da polícia com negros nos Estados Unidos (Foto: Associated Press)

Obama condenou a reação violenta da população, mas procurou avaliar a crise na relação entre policiais e comunidades negras. Ele lembrou o caso de Michael Brown, um adolescente negro morto ao ser sido atingido por disparo de um policial, em Ferguson.

Sobre os protestos, Barack Obama afirmou que os ativistas dos direitos civis e os manifestantes têm aspirações legítimas, mas cabe à polícia coibir atos de vandalismo e de violência.

Ele convocou a polícia a fazer um exame de consciência, assim como as comunidades negras. “Nós, como país, temos de fazer um exame de consciência. Isto não é novo. Isto vem acontecendo há décadas", concluiu Obama.