Obama diz que Grécia precisa "iniciar reformas" na economia

O presidente dos Estados Unidos elogiou as reformas econômicas italianas, dizendo que elas podem servir como um modelo para a Grécia

Comentar
Compartilhar
17 ABR 201516h54

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta sexta-feira que o governo grego realize reformas estruturais, a fim de garantir flexibilidade em seu orçamento. Durante entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, Obama elogiou as reformas econômicas italianas, dizendo que elas podem servir como um modelo para a Grécia.

Obama disse que a Grécia precisa melhorar sua arrecadação de impostos, reduzir sua burocracia e ter mais flexibilidade no mercado de trabalho. Ele não comentou, porém, as difíceis negociações entre Atenas e seus credores internacionais sobre um novo financiamento emergencial para os gregos.

O presidente americano comprometeu-se a trabalhar mais intensamente com o premiê italiano diante de ameaças como a instabilidade na Líbia, que gera um fluxo de imigrantes pelo Mediterrâneo para o país europeu. Os dois líderes disseram a repórteres, após uma reunião na Casa Branca, que discutiram questões econômicas e de segurança, incluindo a crise política na Ucrânia e os militantes do Estado Islâmico.

Barack Obama disse que a Grécia precisa 'iniciar reformas' na economia (Foto: Associated Press)

Renzi disse apreciar o auxílio dos Estados Unidos e que ele e Obama tinham visões comuns. A Itália luta para lidar com o fluxo de imigrantes que correm risco de vida na Líbia e em outras partes do norte africano e do Oriente Médio para cruzar os mares até a Europa.

Obama também se comprometeu a buscar acordos comerciais que sejam benéficos para as empresas e os trabalhadores americanos, na Ásia e na Europa. Segundo ele, muitos congressistas do seu Partido Democrata e também sindicatos poderiam se opor a esses acordos, mas "apenas em princípio". A declaração é dada um dia após congressistas abrirem caminho para o presidente terminar de negociar um importante acordo comercial no Pacífico.