Cotidiano
Por que o verdadeiro ano só desperta com o equinócio de março e como o descompasso entre o calendário e o seu tempo interno impede a sustentação de novos ciclos
No Tarot Terapêutico, a prosperidade surge quando há alinhamento entre intenção, propósito e ação / Pixabay
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Existe um descompasso silencioso entre o calendário convencional e o tempo energético. Enquanto janeiro marca oficialmente o início do ano, muitas pessoas atravessam esse período com sensação de cansaço, falta de direção e dificuldade em sustentar decisões que, na teoria, deveriam inaugurar um novo ciclo.
Na prática, o que se observa é que esse início não se sustenta com facilidade. Projetos são iniciados e rapidamente perdem força, mudanças de hábito não se mantêm e decisões importantes parecem não encontrar continuidade. Não se trata, necessariamente, de falta de disciplina ou comprometimento, mas de um tempo interno que ainda não se organizou.
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Dentro da leitura do Tarot, essa diferença se torna ainda mais evidente. O sistema simbólico não responde a datas convencionais, mas aos ciclos vivos. É justamente por isso que o período anterior ao dia 20 de março costuma carregar uma energia de revisão, encerramento e reorganização.
Durante esse intervalo, as cartas frequentemente apontam para temas que se repetem. Situações que retornam, incômodos que persistem e questões que parecem não avançar indicam que ainda há algo a ser finalizado com mais profundidade. Não se trata de estagnação, mas de um processo que ainda não foi concluído por inteiro.
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Ao mesmo tempo, sinais começam a surgir. Direções se desenham de forma sutil, como antecipações do que está por vir. Ainda não há força total para o movimento, mas já existe indicação de caminho. É um período em que o Tarot não apenas revela o que precisa ser encerrado, mas também aponta, com delicadeza, o que começa a se formar.
Com a chegada do equinócio de março, no dia 20, esse cenário se transforma. O equilíbrio entre luz e sombra simboliza um ajuste mais amplo, que se reflete também no campo individual. A partir desse ponto, decisões tendem a ganhar mais consistência, ideias se tornam mais claras e o movimento passa a apresentar continuidade.
No Tarot, esse momento se conecta simbolicamente ao Arcano “O Louco", que representa o início da jornada. Não um começo impulsivo ou desordenado, mas um estado de disponibilidade real para caminhar. Há uma diferença perceptível entre tentar iniciar algo e estar, de fato, em condição de sustentar esse início.
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O que antes exigia esforço constante começa a responder de outra forma. O que parecia travado encontra passagem. E aquilo que estava apenas no plano da intenção passa a ganhar forma concreta. Observar esse ritmo não significa adiar a vida, mas compreender o tempo necessário para que um novo ciclo não nasça fragilizado.
Existe um momento em que insistir gera desgaste, e outro em que o movimento encontra sustentação. Diante disso, talvez o ponto mais importante não seja definir quando começar, mas reconhecer com honestidade o que ainda não foi encerrado.
Porque, no fim, a pergunta que permanece é simples e exige verdade na resposta:
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“O que na sua vida ainda está aberto, mas você insiste em tratar como se já fosse um novo começo?”