O ‘sequestro’ das luzes: National Geographic mostra técnica de aranhas para enganar presas

O estudo foi publicado originalmente na revista Current Biology

A aranha tem melhorado seu jeito de caçar/Wikicommons


As aranhas mudaram bastante seu modo de ataque para se alimentar. De acordo com a revista National Geographic, aranhas tecelãs usam uma técnica para atrair vaga-lumes até suas teias.

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O estudo foi publicado originalmente na revista Current Biology. Nele, os pesquisadores observaram que as aranhas conseguem manipular os sinais luminosos dos insetos. Com isso, elas imitam o padrão de cores e brilho das fêmeas, atraindo mais machos para suas armadilhas.

O próximo passo da pesquisa é entender como esses aracnídeos fazem isso e se realmente controlam essa emissão luminosa de forma consciente.

Pesquisa

O grupo de pesquisadores notou que apenas os vaga-lumes machos eram capturados inicialmente. Logo após a captura, as presas presas na teia passavam a emitir o brilho padrão das fêmeas — um sinal de atração sexual.

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Para investigar o fenômeno, os cientistas foram até uma região onde a presença da espécie Araneus ventricosus era visível. Esta aranha prepara uma teia nova todas as noites, período em que os insetos são mais ativos.

Com a manipulação, as aranhas utilizam o vaga-lume capturado como um verdadeiro farol luminoso. Assim, novos espécimes seguem para a teia acreditando que encontrarão uma parceira, para depois serem devorados.

Aranha

A aranha tecelã Araneus ventricosus, comum na Ásia Oriental, tornou-se protagonista de uma descoberta fascinante publicada na revista Current Biology. Diferente de outros predadores que esperam passivamente por suas presas, esta espécie utiliza uma estratégia de mimetismo agressivo altamente sofisticada para caçar vaga-lumes. O comportamento consiste em capturar um vaga-lume macho e, por meio de manipulação física ou picadas precisas, forçá-lo a alterar seu sinal luminoso.

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Na prática, o vaga-lume preso na teia deixa de emitir o brilho característico dos machos e passa a piscar de forma idêntica à das fêmeas prontas para o acasalamento.

Essa mudança transforma a presa em uma isca viva, criando um verdadeiro farol de atração sexual no meio da noite. Enganados pelo sinal luminoso, outros machos voam em direção à armadilha acreditando que encontraram uma parceira, acabando também capturados e devorados pela aranha.

Este “sequestro” de sinais biológicos mostra como a evolução permitiu que a Araneus ventricosus dominasse a comunicação de outra espécie para maximizar sua fonte de alimento

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Vaga-lume

O vaga-lume (ou pirilampo) é um dos insetos mais fascinantes da natureza, pertencente à família dos coleópteros (besouros) Lampyridae. O que os torna mundialmente famosos é a sua capacidade de produzir luz própria, um fenômeno biológico conhecido como bioluminescência.