Cotidiano

O que é ESG? Além do jargão, impactos reais para empresas e sociedade

Empresas que incorporam ESG colhem diversos benefícios

Fábio Tatsubô - Movimento ODS Santos

Publicado em 14/01/2025 às 07:00

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Fábio Tatsubô, chefe do departamentos dos ODS de Santos / Nair Bueno/DL

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Desde 2017, trabalho com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e sempre desejei entender melhor o ESG. Meu objetivo era conectar essas duas agendas para avançar de forma integrada, promovendo mudanças significativas.

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Em fevereiro de 2024, surgiu a oportunidade perfeita: assistiria a uma apresentação sobre ESG que prometia ampliar meu conhecimento e me preparar para ações de alto impacto.

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Minhas expectativas estavam altas, mas o resultado foi decepcionante. A palestrante, que se dizia especialista, apresentou um material raso: slides visualmente agradáveis, mas sem dados concretos, indicadores ou metodologias.

A apresentação se limitou a um gráfico confuso sobre a temperatura global e frases de efeito como “vai faltar ar” e “vamos para a extinção”. Apesar do tom performático e divertido, o conteúdo era superficial. 

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Na quarta palestra, minha paciência se esgotou. Como todo meu trabalho em dados e métricas, não consegui me conter: “Será que na próxima apresentação você poderia mencionar que o ESG surgiu no Pacto Global da ONU, antes mesmo dos ODS? Poderia trazer dados concretos de impacto socioambiental e financeiro?”. Desisti.

De volta para casa, decidi aprofundar minhas pesquisas. E a vida foi me apresentando profissionais sérios e competentes, como Maria Cristina Gontijo, Talita Martins (Équos Consultoria ESG), Sonia Hermsdorff (Santos Brasil), Cláudio Bastos (Autoridade Portuária de Santos) e Nycolas Gomes (Instituto Nova Maré). Com seus trabalhos sólidos e bem fundamentados, pude finalmente compreender o verdadeiro potencial do ESG.

O que significa ESG?

O termo ESG, que significa Environmental, Social, and Governance (Ambiental, Social e Governança), foi cunhado em 2004 no relatório Who CaresWins, elaborado pelo Pacto Global da ONU em parceria com o Banco Mundial.

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A ideia surgiu de uma provocação feita por Kofi Annan, então secretário-geral da ONU, a 50 líderes de grandes instituições financeiras: como integrar fatores sociais, ambientais e de governança ao mercado de capitais? A resposta veio com a estrutura do ESG, que busca alinhar investimentos financeiros com impactos positivos.

O ESG mede o desempenho sustentável de uma organização por meio de três pilares: Ambiental: redução de emissões de gases de efeito estufa, uso eficiente de recursos naturais, gestão de resíduos e práticas sustentáveis na produção.

Social: promoção de condições de trabalho justas, diversidade e inclusão, impacto positivo na comunidade e boas relações com stakeholders. Governança: transparência, ética nos negócios, estruturação do conselho, conformidade com legislações e políticas de remuneração justas.

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Esses pilares ajudam a identificar empresas sustentáveis e financeiramente viáveis, promovendo mudanças reais no mercado.

Por que adotar ESG?

Empresas que incorporam ESG colhem benefícios como: melhoria da reputação e desempenho financeiro; acesso facilitado a financiamentos e investimentos; Maior eficiência operacional e redução de riscos; fidelização de clientes e vantagem competitiva; impactos positivos na sociedade e no meio ambiente.

Assim como os ODS ajudam prefeituras a se desenvolverem de maneira sustentável, o ESG oferece às empresas uma estrutura para crescer com responsabilidade, trazendo ganhos para sociedade e meio ambiente.

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Por fim, um lembrete aos que se dizem especialistas: é essencial dominar os conceitos básicos. O correto é os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), e não ‘as ODSs’. Da mesma forma, é ODM (Objetivos do Milênio), e não ODMs, sem pluralizações desnecessárias. Revisar os termos usados no LinkedIn seria um bom começo para evitar mal-entendidos.

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