Dobrar a língua em formato de U sempre foi um desafio clássico de pátio de escola / Freepik
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Dobrar a língua em formato de "U" ou de tubo sempre foi um desafio clássico de pátio de escola. Durante décadas, acreditou-se que essa habilidade era puramente genética: ou você nascia com o "gene da língua" ou nunca conseguiria fazê-lo. No entanto, pesquisas recentes da Universidade Oxford contestam essa ideia e trazem uma perspectiva psicológica e neurológica surpreendente sobre o gesto.
Estudos mostram que a capacidade de enrolar a língua está diretamente ligada à neuropsicologia e ao controle motor fino. Para realizar o movimento, é necessária uma coordenação precisa do nervo hipoglosso e dos músculos da língua.
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Pessoas que possuem ou desenvolvem essa destreza manual (e oral) costumam apresentar uma maior consciência corporal e, curiosamente, uma melhor regulação emocional.
Do ponto de vista psicológico, o ato de dobrar a língua é visto como um sinal de uma mente exploratória. Como não é uma função vital, quem domina a técnica geralmente experimentou o movimento de forma lúdica na infância. Segundo especialistas, esse comportamento está associado a uma maior abertura para novas experiências e criatividade.
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Além disso, o fato de algumas pessoas aprenderem a dobrar a língua com o tempo prova a plasticidade do cérebro e a capacidade de desenvolvimento cognitivo através da prática.
Portanto, mais do que uma curiosidade biológica, o "truque da língua" reflete a capacidade do sistema nervoso de se adaptar e o desejo intrínseco do indivíduo de explorar as capacidades do próprio corpo. Aqueles que conseguem realizar o movimento frequentemente se destacam por uma abordagem mais aberta e curiosa diante dos desafios do cotidiano.