Cotidiano

O que a capacidade de dobrar a língua em 'U' revela sobre a sua mente e personalidade

Estudos da Universidade Oxford indicam que o gesto vai além da genética e está ligado ao controle emocional e à criatividade

Giovanna Camiotto

Publicado em 24/01/2026 às 09:09

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Dobrar a língua em formato de U sempre foi um desafio clássico de pátio de escola / Freepik

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Dobrar a língua em formato de "U" ou de tubo sempre foi um desafio clássico de pátio de escola. Durante décadas, acreditou-se que essa habilidade era puramente genética: ou você nascia com o "gene da língua" ou nunca conseguiria fazê-lo. No entanto, pesquisas recentes da Universidade Oxford contestam essa ideia e trazem uma perspectiva psicológica e neurológica surpreendente sobre o gesto.

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Estudos mostram que a capacidade de enrolar a língua está diretamente ligada à neuropsicologia e ao controle motor fino. Para realizar o movimento, é necessária uma coordenação precisa do nervo hipoglosso e dos músculos da língua.

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Pessoas que possuem ou desenvolvem essa destreza manual (e oral) costumam apresentar uma maior consciência corporal e, curiosamente, uma melhor regulação emocional.

Mais do que genética, essa habilidade mostra um controle preciso do sistema nervoso e está ligada a uma maior consciência corporal e autorregulação emocional/Freepik
Mais do que genética, essa habilidade mostra um controle preciso do sistema nervoso e está ligada a uma maior consciência corporal e autorregulação emocional/Freepik
Estudos indicam que pessoas com essa destreza motora fina costumam ser mais criativas e abertas a novas experiências, graças ao perfil exploratório desde a infância/Freepik
Estudos indicam que pessoas com essa destreza motora fina costumam ser mais criativas e abertas a novas experiências, graças ao perfil exploratório desde a infância/Freepik
Pesquisas de Oxford revelam que a prática e a estimulação precoce podem desenvolver essa conexão neural, provando a incrível plasticidade do nosso cérebro/Freepik
Pesquisas de Oxford revelam que a prática e a estimulação precoce podem desenvolver essa conexão neural, provando a incrível plasticidade do nosso cérebro/Freepik
A ciência aponta que o controle do nervo hipoglosso necessário para enrolar a língua está associado a indivíduos que possuem uma melhor gestão das emoções e foco em detalhes/Freepik
A ciência aponta que o controle do nervo hipoglosso necessário para enrolar a língua está associado a indivíduos que possuem uma melhor gestão das emoções e foco em detalhes/Freepik
Quem domina a técnica geralmente possui uma mente curiosa e maior facilidade em aprender novas habilidades físicas/Freepik
Quem domina a técnica geralmente possui uma mente curiosa e maior facilidade em aprender novas habilidades físicas/Freepik

Do ponto de vista psicológico, o ato de dobrar a língua é visto como um sinal de uma mente exploratória. Como não é uma função vital, quem domina a técnica geralmente experimentou o movimento de forma lúdica na infância. Segundo especialistas, esse comportamento está associado a uma maior abertura para novas experiências e criatividade.

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Além disso, o fato de algumas pessoas aprenderem a dobrar a língua com o tempo prova a plasticidade do cérebro e a capacidade de desenvolvimento cognitivo através da prática.

Portanto, mais do que uma curiosidade biológica, o "truque da língua" reflete a capacidade do sistema nervoso de se adaptar e o desejo intrínseco do indivíduo de explorar as capacidades do próprio corpo. Aqueles que conseguem realizar o movimento frequentemente se destacam por uma abordagem mais aberta e curiosa diante dos desafios do cotidiano.

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