Estudos científicos indicam que a interação entre humanos e gatos estimula a liberação de ocitocina / ImageFX
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Quem nunca ouviu a famosa frase de que 'gato não gosta de ninguém'? A ideia de que os felinos são frios, distantes ou até antissociais atravessa gerações, mas a ciência mostra que isso não passa de um grande mito.
Pesquisas recentes revelam que os gatos são, sim, animais afetivos e capazes de criar vínculos profundos com seus tutores. A diferença está na forma como demonstram esse carinho: menos exagerada que a dos cães, mas nem por isso menos verdadeira.
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Estudos científicos indicam que a interação entre humanos e gatos estimula a liberação de ocitocina, conhecida como o “hormônio do amor”, responsável por sentimentos de confiança, apego e bem-estar.
Esse hormônio aumenta durante momentos simples, como fazer carinho ou quando o gato se aproxima espontaneamente. Além disso, o contato com felinos também pode reduzir o cortisol, hormônio ligado ao estresse.
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Ou seja: o vínculo existe e é biológico.
A fama de “gato frio” tem mais a ver com comparação do que com realidade. Enquanto os cães foram domesticados para viver em grupo e agradar humanos, os gatos descendem de caçadores solitários.
Isso faz com que sejam mais independentes e seletivos nas interações. Mas isso não significa falta de afeto. Pelo contrário: significa um jeito diferente de demonstrar amor.
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Ao contrário da euforia dos cães, os gatos mostram afeto em gestos discretos e muitas vezes mal interpretadoAo contrário da euforia dos cães, os gatos mostram afeto em gestos discretos e muitas vezes mal interpretados.
Entre os principais sinais de carinho estão:
Esses pequenos gestos são, na prática, declarações de afeto no “idioma felino”.
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Engana-se quem acha que o gato “não liga” para o dono. Estudos mostram que muitos felinos reconhecem seus tutores como figuras de segurança e companhia, podendo até demonstrar sinais de apego, especialmente quando se sentem protegidos no ambiente.
Alguns chegam a miar por atenção, pedir colo ou até interromper o trabalho do tutor só para ficar por perto.
Assim como pessoas, os gatos têm personalidades diferentes. Alguns são mais independentes, enquanto outros são extremamente carentes e apegados.
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Raças como Siamês e Persa, por exemplo, costumam ser mais sociáveis, mas até o gato mais reservado pode demonstrar carinho quando se sente seguro.
A fama de “gato frio” tem mais a ver com comparação do que com realidadeA ciência já deixou claro: gatos não são frios, são apenas sutis.
Eles não pulam de alegria ou abanam o rabo, mas demonstram afeto em silêncio, na companhia constante, no toque leve e no olhar tranquilo.
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E quem convive com um bichano sabe: por trás daquele jeitinho independente, existe sim muito amor.