Cotidiano

O pet perfeito? Por que os gatos são, na verdade, os melhores parceiros para famílias

Pesquisas recentes revelam que os gatos são, sim, animais afetivos e capazes de criar vínculos profundos com seus tutores

Ana Clara Durazzo

Publicado em 05/04/2026 às 17:10

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Estudos científicos indicam que a interação entre humanos e gatos estimula a liberação de ocitocina / ImageFX

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Quem nunca ouviu a famosa frase de que 'gato não gosta de ninguém'? A ideia de que os felinos são frios, distantes ou até antissociais atravessa gerações, mas a ciência mostra que isso não passa de um grande mito.

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Pesquisas recentes revelam que os gatos são, sim, animais afetivos e capazes de criar vínculos profundos com seus tutores. A diferença está na forma como demonstram esse carinho: menos exagerada que a dos cães, mas nem por isso menos verdadeira.

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Hormônio do amor também está nos gatos

Estudos científicos indicam que a interação entre humanos e gatos estimula a liberação de ocitocina, conhecida como o “hormônio do amor”, responsável por sentimentos de confiança, apego e bem-estar.

Esse hormônio aumenta durante momentos simples, como fazer carinho ou quando o gato se aproxima espontaneamente. Além disso, o contato com felinos também pode reduzir o cortisol, hormônio ligado ao estresse.

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Ou seja: o vínculo existe e é biológico.

Por que eles parecem menos carinhosos?

A fama de “gato frio” tem mais a ver com comparação do que com realidade. Enquanto os cães foram domesticados para viver em grupo e agradar humanos, os gatos descendem de caçadores solitários.

Isso faz com que sejam mais independentes e seletivos nas interações. Mas isso não significa falta de afeto. Pelo contrário: significa um jeito diferente de demonstrar amor.

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Ao contrário da euforia dos cães, os gatos mostram afeto em gestos discretos e muitas vezes mal interpretado

O carinho felino é sutil (e fácil de ignorar)

Ao contrário da euforia dos cães, os gatos mostram afeto em gestos discretos e muitas vezes mal interpretados.

Entre os principais sinais de carinho estão:

  • Ronronar: indica conforto e segurança
  • “Amassar pãozinho”: comportamento ligado ao relaxamento
  • Esfregar a cabeça: marcação de território com confiança
  • Seguir o tutor pela casa: busca por companhia
  • Piscar lentamente: sinal de vínculo e tranquilidade

Esses pequenos gestos são, na prática, declarações de afeto no “idioma felino”.

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Gatos também sentem saudade

Engana-se quem acha que o gato “não liga” para o dono. Estudos mostram que muitos felinos reconhecem seus tutores como figuras de segurança e companhia, podendo até demonstrar sinais de apego, especialmente quando se sentem protegidos no ambiente.

Alguns chegam a miar por atenção, pedir colo ou até interromper o trabalho do tutor só para ficar por perto.

Cada gato é único

Assim como pessoas, os gatos têm personalidades diferentes. Alguns são mais independentes, enquanto outros são extremamente carentes e apegados.

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Raças como Siamês e Persa, por exemplo, costumam ser mais sociáveis, mas até o gato mais reservado pode demonstrar carinho quando se sente seguro.

É importante que, durante o período em que seu gato estiver sozinho, sejam considerados cuidados que vão além do mínimo necessárioA fama de “gato frio” tem mais a ver com comparação do que com realidade

Muito amor, só que do jeito deles

A ciência já deixou claro: gatos não são frios, são apenas sutis.

Eles não pulam de alegria ou abanam o rabo, mas demonstram afeto em silêncio, na companhia constante, no toque leve e no olhar tranquilo.

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E quem convive com um bichano sabe: por trás daquele jeitinho independente, existe sim muito amor.

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