Cotidiano

O milho de pipoca guardado no seu armário pode ser um 'remédio' natural para o seu gato

Rica em fibras e fácil de cultivar, a graminha de milho ajuda a eliminar bolas de pelo e melhora a digestão do seu pet em poucos dias.

Nathalia Alves

Publicado em 07/04/2026 às 17:35

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O passo a passo simples para cultivar o "boldo dos pets" usando apenas milho e terra / Reprodução/Imagem feita por IA

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Você já reparou que, por instinto, cães e gatos buscam comer "matinho" quando sentem algum desconforto? Embora possa parecer estranho, a ingestão ocasional de grama é um comportamento natural e, na maioria das vezes, não é motivo para preocupação.

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Para evitar que seu pet acabe mordiscando plantas ornamentais tóxicas, a solução ideal é oferecer a grama de milho. Além de segura, ela atua como um verdadeiro "boldo natural" para os animais, auxiliando no equilíbrio do pH estomacal e no alívio do estresse. 

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Isso ocorre principalmente quando o animal consome alimentos impróprios, como o chocolate, o que pode causar desde uma simples indigestão até problemas estomacais mais graves.

Por que os gatos amam a graminha?

O principal benefício para os felinos está no controle das bolas de pelo. Ao se lamberem, os gatos ingerem muitos pelos que podem irritar o estômago ou causar obstruções intestinais. A grama de milho, rica em fibras:

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  • Estimula a regurgitação: Ajuda o gato a expelir os pelos antes que cheguem ao intestino.

  • Melhora o trânsito intestinal: Auxilia na digestão e previne diarreias.

  • Sinal de alerta: Se o pet buscar a grama com excessiva frequência, pode ser sinal de verminose ou dores de barriga; nesses casos, consulte um veterinário.

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O importante é estar atento às plantas que fazem mal ao seu pet, pois o consumo delas pode trazer sérios prejuízos à saúde do animal.

Entenda como esse hábito instintivo protege o estômago do seu felino e evita obstruções graves/Freepik

Passo a passo: Como plantar grama de pipoca em casa

Cultivar esse petisco funcional é muito simples, barato e leva poucos dias para brotar. Confira como fazer:

Materiais necessários:

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  • 200g de milho de pipoca (comum, sem temperos);

  • Vaso ou jardineira com furos;

  • Terra fértil (preferencialmente com adubo orgânico);

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  • Pá e água.

Como plantar:

  1. Preparo: Encha o vaso com terra até a metade.

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  2. Semeadura: Espalhe os grãos de milho separados uns dos outros (dica: hidratar os grãos em água por algumas horas antes ajuda a germinar mais rápido).

  3. Cobertura: Cubra com uma camada fina de terra e regue.

  4. Cultivo: Regue em dias alternados, mantendo a terra úmida, mas nunca encharcada.

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Quando oferecer ao pet?

A graminha cresce rápido! Em cerca de uma semana e meia, quando os brotos atingirem entre 5 cm e 10 cm, ela já está pronta. Coloque o vaso em um local acessível e deixe que o animal tome a iniciativa.

Tenha sempre dois vasos em ciclos diferentes. Quando um começar a amarelar, o outro estará verdinho e pronto para o uso.

E o milho pode comer?

Embora a grama de milho seja extremamente benéfica, muitos tutores têm dúvida se o grão em si pode ser oferecido aos pets. De acordo com especialistas em nutrição veterinária, a resposta é sim, mas o consumo exige cautela e preparo específico.

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Para os cães, o milho é permitido desde que seja servido cozido ou assado, totalmente livre de sal, temperos ou qualquer ingrediente tóxico.

Já no caso dos gatos, o consumo também é seguro, embora os felinos não aproveitem a proteína vegetal da mesma forma que os caninos, devido ao seu sistema digestivo carnívoro.

O alerta dos especialistas recai sobre o valor nutricional: o milho não é tóxico, mas é um alimento hipercalórico. O perigo real aparece quando o grão é transformado em receitas típicas, como canjica, pamonha ou bolos.

O milho de pipoca comum é a solução para a saúde do seu gato/Pexels 

Essas misturas podem desencadear sensibilidade digestiva, quadros de desconforto gástrico e até infecções intestinais graves. Portanto, o milho "humano" preparado com açúcar, leite ou gordura deve passar longe do comedouro.

E a pipoca?

A pipoca pode ser oferecida como um petisco ocasional, mas com regras rígidas. A recomendação dos médicos veterinários é que ela seja servida em pequenas quantidades e sem qualquer adição de sal, manteiga ou óleo.

A dica de ouro dos especialistas para um petisco seguro é utilizar pipoqueiras elétricas que estouram o milho apenas com ar quente, garantindo uma opção leve e sem aditivos químicos para o seu companheiro.

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