Cotidiano

O maior vilão da sua skincare está aí na sua cozinha e você nem faz ideia

Segundo a cirurgiã-dentista especialista em harmonização facial, Dra. Erika Kugler, o impacto vai além do que se vê no espelho

Igor de Paiva

Publicado em 04/04/2026 às 14:44

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

O consumo excessivo de açúcar pode contribuir para um processo chamado glicação / Pixabay

Continua depois da publicidade

Embora muitas vezes associado apenas ao ganho de peso ou à saúde metabólica, o açúcar também desempenha um papel importante no envelhecimento da pele e pode interferir diretamente nos resultados de tratamentos estéticos. Segundo a cirurgiã-dentista especialista em harmonização facial, Dra. Erika Kugler, o impacto vai além do que se vê no espelho.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

O consumo excessivo de açúcar pode contribuir para um processo chamado glicação, que ocorre quando moléculas de açúcar se ligam às proteínas do nosso organismo, principalmente ao colágeno.

Continua depois da publicidade

Esse processo leva à formação dos chamados AGEs (produtos finais de glicação avançada), que tornam as fibras de colágeno mais rígidas e menos funcionais.

Na prática, isso resulta em perda de firmeza, redução da elasticidade, surgimento de linhas finas e um aspecto opaco e sem viço. Com o tempo, a pele perde qualidade e passa a apresentar sinais de envelhecimento de forma mais evidente.

Continua depois da publicidade

A ciência já observa essa relação. Estudos na área de dermatologia apontam que dietas com alta carga glicêmica estão associadas ao aumento da glicação e ao envelhecimento cutâneo precoce. Além disso, o consumo elevado de açúcar pode estimular processos inflamatórios no organismo, outro fator que impacta diretamente a saúde da pele.

O açúcar também pode influenciar a acne e a oleosidade/Pixabay

Um dos pontos menos discutidos, e ao mesmo tempo mais relevantes, é a influência do estilo de vida nos resultados estéticos. A qualidade da pele influencia diretamente na resposta aos tratamentos. Uma pele mais inflamada, desidratada ou com colágeno comprometido pode responder de forma menos eficiente.

Entre os procedimentos que podem ser impactados estão bioestimuladores de colágeno, lasers, skinboosters e toxina botulínica. Ou seja, mesmo com tecnologia avançada, o organismo precisa estar preparado para responder bem.

Continua depois da publicidade

O açúcar também pode influenciar a acne e a oleosidade. O consumo excessivo pode provocar picos de insulina, estimulando hormônios que aumentam a produção de sebo. Como resultado, há aumento da oleosidade, surgimento ou agravamento da acne e maior inflamação cutânea, principalmente em pessoas que já têm predisposição.

Isso não significa que seja necessário cortar o açúcar completamente. O equilíbrio é sempre o melhor caminho, e o consumo ocasional não costuma trazer prejuízos significativos. O problema está no excesso frequente e em padrões alimentares inflamatórios mantidos ao longo do tempo.

Para proteger a pele e potencializar os resultados estéticos, algumas medidas são fundamentais: manter boa hidratação, evitar o consumo excessivo de açúcar por vários dias consecutivos, priorizar alimentos ricos em antioxidantes, manter uma rotina de skincare adequada, utilizar protetor solar diariamente e realizar tratamentos que estimulem o colágeno quando indicados.

Continua depois da publicidade

A pele reflete o conjunto de hábitos. Quando procedimentos são associados a um estilo de vida equilibrado, os resultados tendem a ser mais naturais e duradouros. A estética atual, inclusive, vai além de intervenções pontuais e busca uma abordagem mais integrada, que une tecnologia, saúde da pele e estilo de vida, permitindo resultados mais equilibrados e sustentáveis ao longo do tempo.

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software