Um golpista dominou as páginas de classificados dos anos 1990 com um anúncio de varal mágico / Gemini AI
Muito antes da internet facilitar as fraudes digitais, o californiano Steven Robert Comisar dominou as páginas de classificados dos anos 1990 com um anúncio irresistível: um "secador de roupas revolucionário, 100% movido a energia solar", por apenas US$ 49,95. Para os consumidores da época, o produto parecia a solução ecológica perfeita.
No entanto, a "tecnologia" que chegava pelo correio não passava de um simples pedaço de corda, um varal comum. Tecnicamente, a descrição de Comisar não era mentirosa, o que tornava o golpe um dos mais irônicos e audaciosos da história americana.
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A criatividade do rapaz para o crime não parou por aí. Ao longo das décadas, ele ainda acumulou condenações federais por diversas modalidades de fraude, incluindo um falso programa de TV que dizia ter o apoio de celebridades para atrair investidores. Em 1999, esse esquema o levou a cumprir 33 meses de prisão.
A trajetória de Steven é um exemplo clássico de engenharia social, onde o golpista utiliza a lógica e a expectativa do público para ocultar a simplicidade de uma armadilha óbvia.
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Após deixar a prisão em 2018, Comisar tentou uma reviravolta digna de filme. Sob o pseudônimo Brett Champion, ele se reinventou como especialista em prevenção de fraudes, prestando consultoria e aparecendo em grandes redes de TV, como a NBC.
Steven Comisar ficou famoso nos anos 90 por uma das fraudes mais criativas dos EUA. Ele vendia um 'secador de roupas movido a energia solar' por quase 50 dólares, mas os clientes recebiam apenas um varal comum de corda, explorando a literalidade da descrição para enganar milhares de pessoas/Pexels
O golpe do secador solar é um exemplo perfeito de como golpistas utilizam expectativas modernas para camuflar itens banais. Ao prometer uma solução ecológica e tecnológica, Comisar convencia o público a pagar caro por um produto que qualquer um já tinha em casa, provando que a pressa pelo novo pode cegar o consumidor/Pexels
A audácia de vender varal como tecnologia de ponta foi tão marcante que a
história de Steven Comisar atravessou décadas. Hoje, o livro escrito por ele e os relatos de suas fraudes fazem parte do acervo de museus dedicados à história da prevenção de crimes financeiros nos
Estados Unidos/Pexels
Após cumprir pena em prisão federal, o criador do golpe do varal tentou limpar sua imagem usando um pseudônimo. Ele se apresentou como Brett Champion, um suposto consultor de segurança que ensinava empresas a não serem vítimas de fraudes, chegando a dar entrevistas para grandes redes de televisão americanas/Pexels
O caso do secador solar deixou um legado na publicidade americana, forçando jornais e revistas a serem mais rigorosos com anúncios de produtos milagrosos. A
história serve como um lembrete eterno de que, se uma oferta parece tecnológica demais e barata demais, o produto real pode ser apenas um pedaço de corda/Pexels


Espertinho!
Steven Comisar chegou a escrever o livro "America's Guide to Fraud Prevention" ("Guia Americano para Prevenir Fraudes"), que hoje faz parte do acervo do museu da Associação de Examinadores de Fraude Certificados.
Atualmente, a justiça o proibiu de usar o codinome e de se promover como especialista, mantendo seu nome marcado como uma "peça histórica" da malandragem moderna.