Responsável por até 30% do consumo de energia de uma residência, a geladeira é o eletrodoméstico que mais pesa no orçamento doméstico.
Por funcionar 24 horas por dia, qualquer hábito inadequado, do abre e fecha da porta à instalação próxima à parede, se reflete diretamente na conta no fim do mês.
Para combater o desperdício, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) divulgou um guia prático para otimizar o uso do equipamento.
Distância da parede
A primeira e mais negligenciada orientação é sobre a instalação. O Inmetro alerta que a geladeira não deve ficar colada à parede nem em nichos apertados. O compressor e o condensador, localizados na parte traseira, precisam de espaço para dissipar o calor.
“Quando a ventilação é bloqueada, o motor trabalha mais para resfriar, e o consumo pode subir até 10%”, explica um técnico do Instituto. A distância mínima recomendada pelos fabricantes é de 15 centímetros nas laterais e na traseira.
Porta aberta
Cada vez que a porta é aberta, o ar quente entra e desregula a temperatura interna. O compressor é acionado para corrigir a perda, gastando energia desnecessariamente.
A recomendação é organizar os alimentos de forma lógica, abrir a porta apenas uma vez para pegar tudo o que precisa e nunca guardar panelas ou recipientes quentes. “Dez segundos com a porta aberta podem exigir minutos de trabalho extra do motor”, complementa o especialista.
Manutenção que evita gasto extra
Duas ações simples de manutenção têm impacto direto na eficiência:
- Vedação: Verificar regularmente se a borracha da porta está intacta. Frestas mínimas podem aumentar o consumo em 25%.
- Limpeza da serpentina: O condensador (aquela grade preta atrás da geladeira) deve ser limpo a cada seis meses. A poeira acumulada age como um casaco, impedindo a liberação de calor.
O Inmetro também é taxativo ao proibir uma prática comum: nunca secar roupas ou panos atrás do aparelho. O bloqueio do fluxo de ar pode danificar componentes e elevar drasticamente o gasto energético.
Ao trocar de geladeira, o consumidor deve priorizar os modelos com classificação A na Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE).
“A diferença de consumo entre uma geladeira eficiente e uma antiga pode chegar a 50%”, afirma o Inmetro. A etiqueta também informa o consumo médio mensal em kWh, permitindo um cálculo real do impacto na conta.
Seguir essas orientações, segundo o Instituto, garante uma redução mensal mensurável na despesa com energia, além de estender a vida útil do eletrodoméstico, um cuidado que beneficia o bolso e o meio ambiente.
