Cotidiano

O fim de uma era: Por que a Subaru decidiu abandonar o mercado brasileiro em 2026

O fechamento da última concessionária em São Paulo marca o fim de uma era para os entusiastas da engenharia japonesa

Ana Clara Durazzo

Publicado em 25/02/2026 às 08:55

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Enquanto o Subaru Forester foi eleito o Carro do Ano 2025-2026 no Japão, por aqui as últimas unidades importadas tiveram que ser comercializadas como seminovas / Divulgação

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O cenário automotivo brasileiro acaba de perder um de seus nomes mais tradicionais em tração integral. Em fevereiro de 2026, a Subaru encerrou oficialmente a venda de veículos zero quilômetro no país. O fechamento da última concessionária em São Paulo marca o fim de uma era para os entusiastas da engenharia japonesa.

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O 'Vilão' da Despedida: Proconve L8

O motivo central da saída não foi a falta de fãs, mas a legislação. As novas exigências do Proconve L8 impuseram limites rigorosos de emissões que exigiriam investimentos massivos na atualização dos motores Boxer.

Sem escala de vendas que justificasse o aporte, a montadora — representada pelo grupo Caoa — optou por focar em mercados de altíssimo volume, como Estados Unidos e Japão.

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Forester: Premiado no Japão, 'Seminovo' no Brasil

Curiosamente, a despedida acontece no auge técnico do modelo mais famoso da marca. Enquanto o Subaru Forester foi eleito o Carro do Ano 2025-2026 no Japão, por aqui as últimas unidades importadas tiveram que ser comercializadas como seminovas para driblar prazos de regularização.

Como fica quem já tem um Subaru?

Se você tem um Impreza, XV ou Forester na garagem, não há motivo para pânico imediato. O pós-venda segue ativo através da rede Caoa, garantindo:

  • Peças de reposição originais.

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  • Revisões e manutenções mecânicas e elétricas.

  • Garantia e suporte técnico especializado.

Por que isso importa?

A saída da Subaru acende um alerta sobre o custo Brasil. O mercado nacional está se tornando um terreno desafiador para marcas de nicho, onde a balança entre exigências regulatórias e volume de vendas nem sempre fecha.

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Para os "subaristas", resta a robustez de um legado que agora vive apenas no mercado de usados — e a torcida por um retorno eletrificado no futuro.

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