Cotidiano
Antes de depositar ou gastar suas cédulas antigas, saiba por que exemplares da "primeira família" do Real estão se tornando raridades valiosas
O Banco Central (BC) anunciou o recolhimento gradual da chamada "primeira família" do Real / Imagem ilustrativa
Continua depois da publicidade
Três décadas após o lançamento do Plano Real, as cédulas que fundaram a economia moderna do Brasil estão com os dias contados.
O Banco Central (BC) anunciou o recolhimento gradual da chamada "primeira família" do Real, aquelas notas de tamanhos iguais lançadas em 1994.
Continua depois da publicidade
Mas, antes de você correr ao banco para depositá-las, pare tudo: um detalhe histórico pode fazer com que essa nota na sua carteira valha muito mais do que o número impresso nela.
O motivo oficial do recolhimento é técnico: o desgaste físico das cédulas dificulta a identificação de itens de segurança e atrapalha o funcionamento de caixas eletrônicos modernos.
Continua depois da publicidade
Contudo, para o mercado de numismática (colecionadores de moedas e medalhas), o anúncio do BC acionou um "cronômetro". À medida que o governo retira essas notas de circulação, a raridade das que restarem no mercado privado sobe instantaneamente.
O motivo oficial do recolhimento é técnico: o desgaste físico das cédulas / Agência BrasilNem toda nota antiga vale uma fortuna, mas se você encontrar exemplares em estado de "flor de estampa" (perfeitas, sem dobras ou manchas), fique atento a estes modelos:
A nota de R$ 10 de polímero: Lançada em 2000 para celebrar os 500 anos do Brasil, a famosa "nota de plástico" já é um item de desejo. Com o recolhimento oficial, exemplares conservados podem atingir valores surpreendentes em leilões.
Continua depois da publicidade
As notas sem o "Deus seja Louvado": Algumas das primeiras remessas de 1994 saíram sem a frase clássica. Se você tiver uma nota de 50 ou 100 reais dessa época sem a inscrição, você tem um item raríssimo.
Assinaturas de Ministros: Notas assinadas por nomes como Rubens Ricupero ou Pedro Malan, que tiveram passagens curtas ou marcantes no início do plano, são alvos constantes de colecionadores.
A icônica nota de R$ 1: Embora tenha parado de ser produzida em 2005, muitas ainda circulam ilegalmente ou estão guardadas. Elas não fazem parte deste lote de recolhimento (pois já foram "aposentadas" antes), mas sua procura deve aumentar com a nostalgia gerada pela notícia.
Continua depois da publicidade
Lançada em 2000 para celebrar os 500 anos do Brasil, a famosa "nota de plástico" já é um item de desejo / José Cruz/Agência BrasilSe você achar uma dessas cédulas, o Banco Central orienta que elas continuam valendo normalmente para compras e depósitos. No entanto, o conselho dos especialistas é outro: não gaste e não dobre.
Para que uma nota tenha valor de colecionador, ela precisa estar impecável. Se acreditar que tem um item raro, procure grupos de colecionadores ou sites especializados em avaliação de cédulas antigas antes de entregá-la ao sistema bancário, onde ela será triturada e transformada em novas notas da família atual.
Continua depois da publicidade