Número de nascimentos despenca na Baixada Santista, diz instituição

Ano passado, foram 23.968 nascidos vivos de mães residentes na Região. Já em 2000, ocorreram 28.079 nascimentos, o que representa uma queda de 14,64%

Dados divulgados ontem pela Fundação Seade mostram que o número de nascimentos vêm diminuindo no Estado de São Paulo. A Baixada Santista acompanha a estatística no período dos últimos 18 anos (2000-2018).

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Ano passado, foram 23.968 nascidos vivos de mães residentes na Região. Já em 2000, ocorreram 28.079 nascimentos, o que representa uma queda de 14,64%.

No recorte por cidade, cinco municípios da Região tiveram diminuição no número de nascidos vivos. Desses, Cubatão teve a maior queda percentual (-34,77%), passando de 2.485 nascimentos em 2000 para 1.621 no ano passado. Seguida por Santos (-26,21%), Peruíbe (-22,40%), Guarujá (-20,75%) e São Vicente (-20,50%).

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Na contramão das estatísticas estaduais, quatro cidades da Baixada Santista tiveram aumento no número de nascidos vivos. São elas: Bertioga (45,87%), Praia Grande (16,35%), Mongaguá (2,20%) e Itanhaém (1,84%).

DADOS ESTADUAIS.

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De acordo com o estudo da Fundação Seade, os nascimentos em todo o Estado ocorrem em proporções ligeiramente maiores entre março e maio, ficando abaixo da média nos últimos meses do ano.

A distribuição dos nascimentos por dia da semana e períodos do dia revela uma prática já estabelecida e muito relacionada à ocorrência de parto operatório ou natural, evidenciando que os primeiros são realizados preferencialmente de segunda a sexta-feira e durante o dia.

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A gravidez múltipla, que corresponde a nascimentos de gêmeos, trigêmeos ou múltiplos, tem aumentado no decorrer dos anos. Tais ocorrências passaram de 13 mil, em 2000, para 15,2 mil, em 2018, representando 1,9% e 2,5%, respectivamente, do total de nascimentos do Estado. Segundo a Seade, essa tendência de crescimento possivelmente está associada às mudanças de comportamento reprodutivo das mulheres, como o adiamento da maternidade, que por sua vez, pode resultar em necessidade de procedimentos para solucionar dificuldades de reprodução.

Em 2018, nasceram 310 mil meninos e 295 mil meninas, resultando em uma razão de sexo de 105 nascimentos do sexo masculino para 100 do sexo feminino, como ocorre na maioria dos países.

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As idades médias da mãe e do pai foram 28,6 e 31,7 anos, respectivamente. Entretanto, para ambos, o pico ocorre em torno dos 30 anos. No período de quase 20 anos, a idade média das mães no Estado de São Paulo ampliou-se em 2,9 anos.

A fecundidade da mulher paulista oscilou em torno de 1,70 filho por mulher, entre 2010 e 2018, mas no período anterior, de 2000 a 2010, a variação havia sido importante, reduzindo de 2,08 para 1,68 filho por mulher.