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INICIAÇÃO SEXUAL

Número de alunos do 9º ano que praticam sexo cresce; uso de camisinha cai

Pesquisa do IBGE avaliou o percentual de estudantes adolescentes sexualmente ativos entre os anos de 2009 e 2019

Joe Silva, com informações da Agência de Notícias IBGE

Publicado em 15/07/2022 às 12:00

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Aplicação da PeNSE em escola no Amapá em 2015. Pesquisa é respondida pelos estudantes diretamente no dispositivo de coleta / Acervo/IBGE

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geogradia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira (13) dados atualizados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) contendo indicadores dos alunos do 9º ano do ensino fundamental. O estudo revelou que o percentual de escolares que já tiveram relações sexuais passou de 27,9% em 2009 para 28,5% em 2019. No entanto, para as meninas, a proporção aumentou de 16,9% para 22,6%.

O estudo, que traz informações sobre alimentação, atividade física, cigarro, álcool, saúde mental, saúde sexual e reprodutiva, entre outros. O levantamento foi realizado com apoio do Ministério da Educação.

O indicador de iniciação sexual vem apresentando estabilidade ao longo dos anos, mas com comportamentos diferenciado por sexo e rede de ensino. Para os meninos, a tendência é de queda, chegando a um decréscimo de 5,8% ao ano na chance de iniciação, acumulando no período uma variação de 45,2% para os meninos da rede pública. Já a chance de as meninas iniciarem a vida sexual aumentou em torno de 4,0% a cada ano, com uma variação de cerca 41,0% no período 2009-2019 para as meninas de ambas as redes.

O percentual de escolares do 9º ano das capitais que já tinham tido relações sexuais passou de 27,9% em 2009 para 28,5% em 2019. “Ao longo de toda a série, os meninos têm uma maior taxa de iniciação sexual; contudo, a taxa de iniciação sexual das meninas entre 2009 e 2019 aumentou de 16,9% para 22,6%, enquanto a dos meninos caiu de 40,2% para 34,6%”, destaca Andreazzi, gerente da pesquisa.

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O uso de preservativo na última relação, entre os escolares que já tiveram relação sexual, mostrou uma tendência de queda, cuja chance de uso teve um decréscimo de 7,0% ao ano entre 2009 e 2019 e de 51,3% no acumulado em 10 anos.

Nas capitais, o percentual de escolares que usaram camisinha na última relação sexual caiu de 72,5% para 59% de 2009 a 2019. Entre as meninas, foi de 69,1% para 53,5% e, entre os meninos, de 74,1% para 62,8%.

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