Equipamento não mede velocidade, mas sim o nível de ruído emitido pelos veículos / Divulgação/Detran-PA
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A fiscalização de trânsito em São José dos Campos ganhou um novo capítulo com a instalação do radar antibarulho — um equipamento que não mede velocidade, mas sim o nível de ruído emitido pelos veículos.
A tecnologia, inédita no Brasil em aplicação prática, está operando em fase experimental no Anel Viário, próximo ao shopping Aquarius Open Mall, e promete mudar o cenário de controle urbano.
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A aposta do município surgiu após anos de reclamações de moradores incomodados com barulho excessivo, sobretudo de motocicletas com escapamentos adulterados.
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Para tentar conter o problema, a cidade adotou um sistema que utiliza uma “câmera acústica” equipada com 21 microfones distribuídos ao longo da pista. Quando o som ultrapassa os 80 decibéis permitidos, o equipamento ativa automaticamente câmeras que registram a placa do veículo.
A operação definitiva do radar depende da certificação do Inmetro. Após a homologação, motoristas flagrados acima do limite deverão pagar multa de R$ 500.
A prefeitura defende que o objetivo principal é reduzir a poluição sonora e melhorar a qualidade de vida dos moradores da região.
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O novo modelo, porém, já provoca polêmica. A legislação federal determina que cabe exclusivamente à União regulamentar regras e penalidades de trânsito, e ainda não existe norma específica do Contran para equipamentos antibarulho. Esse vácuo regulatório levanta questionamentos sobre a validade jurídica das multas futuras.
Mesmo com o debate em aberto, a ideia já desperta interesse em outras cidades. Curitiba é uma das capitais que testam a tecnologia em fase experimental, à espera de diretrizes nacionais que possam consolidar o uso desse tipo de radar no país.
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