Novo programa acolhe cuidadores de pessoas com Alzheimer

O Quem cuida de quem cuida? Terá reuniões às quintas-feiras, das 14h às 15h30, no ambulatório de especialidades da Prefeitura

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21 SET 2018Por Da Reportagem21h50

A partir de outubro, familiares cuidadores de pessoas com Alzheimer e outras demências vão contar com um grupo permanente de apoio. O Quem cuida de quem cuida? Terá reuniões às quintas-feiras, das 14h às 15h30, no ambulatório de especialidades da Prefeitura que funciona na Avenida Conselheiro Nébias, 199, Paquetá. O programa é focado nas famílias dos pacientes da unidade. Não há necessidade de inscrição. Esta sexta-feira (21), é o Dia do Alzheimer, data instituída pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

"O objetivo é oferecer um espaço de acolhimento para esses familiares por ser uma doença que atinge não só o idoso, mas toda a família", explica a psicóloga Corina Lopes Ribeiro, do ambulatório que funciona como referência para a região central da Cidade. Ela é responsável pela criação do projeto a partir de pesquisa sobre o tema durante mestrado profissional de Ensino e Ciências da Saúde na Unifesp.

"Muitos cuidadores acabam desenvolvendo estratégias interessantes sem ninguém ter ensinado. No grupo, os participantes vão ver que outras pessoas passam pelas mesmas situações e podem se fortalecer nesta partilha", complementa Corina.

As reuniões não terão temas específicos e abordarão os assuntos de acordo com o apontado pelos integrantes. Segundo a profissional, os cuidadores são geralmente mulheres idosas e com doenças crônicas, as quais podem se agravar com a sobrecarga do cuidado.

A doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada, sendo a maioria dos portadores pessoas idosas. A doença se apresenta com declínio das funções cognitivas e comprometimento das atividades instrumentais da vida diária, como manuseio do dinheiro ou realização de compras sozinho.

Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família. A estimativa é de que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a doença. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.