Cotidiano

'Novo Orkut'? Rede social brasileira chega a 4 milhões de usuários e chama atenção de investidores

Criada em Fortaleza, a Poosting já tem alcance internacional e negocia valuation de até R$ 100 milhões com fundos

Ana Clara Durazzo

Publicado em 28/01/2026 às 09:00

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A plataforma opera com feed 100% cronológico, sem curadoria automatizada ou recomendação com base em comportamento / Reprodução/Posting

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Considerada a primeira rede social brasileira de grande porte a ganhar tração nacional e internacional em anos, a Poosting atingiu a marca de 4 milhões de usuários ativos no Brasil e no exterior e já começa a entrar no radar do mercado de tecnologia e de investidores.

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Criada em Fortaleza (CE), a plataforma já alcançou um valuation estimado em até R$ 100 milhões em rodadas de negociação com fundos de investimento, sinalizando uma nova fase no projeto: a de sair do status de promessa regional e se consolidar como uma concorrente nacional frente às gigantes globais.

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Startup avaliada em R$ 100 milhões analisa captação com cautela

De acordo com o fundador e CEO Afonso Alcântara, a empresa ainda estuda o melhor modelo para captação de recursos. A intenção é ampliar a infraestrutura e impulsionar o marketing — mas sem abandonar uma postura incomum no setor.

Em vez de operar com equipes enormes e grandes queimadas de caixa, a Poosting adota um modelo enxuto e busca crescimento sustentável.

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'Sou inspirado pela forma como o CEO do Telegram, Pavel Durov, conduz um negócio bilionário. Optamos por crescer de maneira enxuta e sustentável, mostrando que é possível escalar sem gastar de forma irresponsável', afirmou Alcântara ao Diário do Nordeste.

A estratégia virou diferencial em um mercado marcado por startups que aceleram com investimentos agressivos e custos operacionais elevados.

Crescimento acelerado e usuários fora do Brasil

Lançada há cerca de um ano, a Poosting avançou rapidamente e já registra sua maior base de usuários em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. Porém, o que tem chamado atenção é o alcance internacional orgânico.

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A rede social também vem registrando perfis ativos em países como Índia e Estados Unidos, o que reforça a ambição da empresa de se posicionar como a maior rede social brasileira — em um cenário historicamente dominado por plataformas estrangeiras.

Rede social sem algoritmo: feed cronológico é principal bandeira

O principal diferencial da Poosting está justamente onde quase todas as outras redes apostam: no algoritmo.

A plataforma opera com feed 100% cronológico, sem curadoria automatizada ou recomendação com base em comportamento. Na prática, isso significa que:

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  • as publicações aparecem por ordem de postagem;

  • todos têm potencial semelhante de alcance;

  • a navegação é mais transparente.

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A proposta é resgatar a sensação das redes sociais 'raízes' — principalmente o Orkut — mas com a rapidez e dinâmica de posts curtos no estilo do X (antigo Twitter).

Recursos vão de scraps a moeda virtual com saque em reais

Além do feed cronológico, a Poosting aposta em uma mistura de nostalgia com tecnologia própria e ferramentas de engajamento.

Entre os principais recursos, estão:

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  • feed cronológico com textos, fotos, vídeos, enquetes e posts temporários;

  • comunidades e fóruns temáticos, com sistema de votos;

  • perfis personalizáveis, com música, vídeo favorito, status de humor e scraps;

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  • curtidas, comentários, reposts, chat privado e também o botão de dislike chamado “Lixeira”;

  • moeda virtual Postcoin, usada para apoiar criadores e com possibilidade de saque em reais;

  • rankings mensais de engajamento e popularidade;

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  • Frames (modelo semelhante a Stories);

  • Postmatch (ferramenta voltada à paquera);

  • jogos e recursos interativos;

  • Post Life, um ambiente virtual 3D;

  • Poosting Ads, sistema de anúncios pagos.

Identidade brasileira e foco em conversas 'reais'

Com tecnologia própria e foco em comunidades, a Poosting tenta ocupar um espaço deixado pelas grandes redes: o de interação mais direta, sem entrega mediada por algoritmos.

A plataforma aposta na ideia de fortalecer conversas e fóruns, criando um ambiente com identidade nacional, em um cenário em que usuários reclamam cada vez mais de feeds impulsionados, conteúdos repetitivos e pouca transparência na entrega.

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