A plataforma opera com feed 100% cronológico, sem curadoria automatizada ou recomendação com base em comportamento / Reprodução/Posting
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Considerada a primeira rede social brasileira de grande porte a ganhar tração nacional e internacional em anos, a Poosting atingiu a marca de 4 milhões de usuários ativos no Brasil e no exterior e já começa a entrar no radar do mercado de tecnologia e de investidores.
Criada em Fortaleza (CE), a plataforma já alcançou um valuation estimado em até R$ 100 milhões em rodadas de negociação com fundos de investimento, sinalizando uma nova fase no projeto: a de sair do status de promessa regional e se consolidar como uma concorrente nacional frente às gigantes globais.
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De acordo com o fundador e CEO Afonso Alcântara, a empresa ainda estuda o melhor modelo para captação de recursos. A intenção é ampliar a infraestrutura e impulsionar o marketing — mas sem abandonar uma postura incomum no setor.
Em vez de operar com equipes enormes e grandes queimadas de caixa, a Poosting adota um modelo enxuto e busca crescimento sustentável.
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'Sou inspirado pela forma como o CEO do Telegram, Pavel Durov, conduz um negócio bilionário. Optamos por crescer de maneira enxuta e sustentável, mostrando que é possível escalar sem gastar de forma irresponsável', afirmou Alcântara ao Diário do Nordeste.
A estratégia virou diferencial em um mercado marcado por startups que aceleram com investimentos agressivos e custos operacionais elevados.
Lançada há cerca de um ano, a Poosting avançou rapidamente e já registra sua maior base de usuários em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. Porém, o que tem chamado atenção é o alcance internacional orgânico.
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A rede social também vem registrando perfis ativos em países como Índia e Estados Unidos, o que reforça a ambição da empresa de se posicionar como a maior rede social brasileira — em um cenário historicamente dominado por plataformas estrangeiras.
O principal diferencial da Poosting está justamente onde quase todas as outras redes apostam: no algoritmo.
A plataforma opera com feed 100% cronológico, sem curadoria automatizada ou recomendação com base em comportamento. Na prática, isso significa que:
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as publicações aparecem por ordem de postagem;
todos têm potencial semelhante de alcance;
a navegação é mais transparente.
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A proposta é resgatar a sensação das redes sociais 'raízes' — principalmente o Orkut — mas com a rapidez e dinâmica de posts curtos no estilo do X (antigo Twitter).
Além do feed cronológico, a Poosting aposta em uma mistura de nostalgia com tecnologia própria e ferramentas de engajamento.
Entre os principais recursos, estão:
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feed cronológico com textos, fotos, vídeos, enquetes e posts temporários;
comunidades e fóruns temáticos, com sistema de votos;
perfis personalizáveis, com música, vídeo favorito, status de humor e scraps;
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curtidas, comentários, reposts, chat privado e também o botão de dislike chamado “Lixeira”;
moeda virtual Postcoin, usada para apoiar criadores e com possibilidade de saque em reais;
rankings mensais de engajamento e popularidade;
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Frames (modelo semelhante a Stories);
Postmatch (ferramenta voltada à paquera);
jogos e recursos interativos;
Post Life, um ambiente virtual 3D;
Poosting Ads, sistema de anúncios pagos.
Com tecnologia própria e foco em comunidades, a Poosting tenta ocupar um espaço deixado pelas grandes redes: o de interação mais direta, sem entrega mediada por algoritmos.
A plataforma aposta na ideia de fortalecer conversas e fóruns, criando um ambiente com identidade nacional, em um cenário em que usuários reclamam cada vez mais de feeds impulsionados, conteúdos repetitivos e pouca transparência na entrega.