Nove adultos estão internados em observação após vazamento de produto tóxico em Santos

De acordo com a Santa Casa de Santos, o quadro de saúde deles é considerável estável

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08 OUT 2018Por Da Reportagem16h09
No galpão, havia fosfeto de alumínio, que em contato com a água libera o gás fosfina, altamente tóxicoNo galpão, havia fosfeto de alumínio, que em contato com a água libera o gás fosfina, altamente tóxicoFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Sessenta e duas pessoas foram levadas para a Santa Casa de Santos após um galpão de uma marcenaria pegar fogo e causar vazamento de produto tóxico no Paquetá nesta segunda-feira (8). De acordo com o hospital, nove adultos foram internados para observação e o quadro deles é considerável estável.

Do total de afetados pelo incêndio, 48 são adultos e 14 são crianças.

"Reservamos dez leitos para internar os pacientes mais graves, no entanto, dos casos atendidos, nenhum apresentou lesão de maior gravidade", informou a Santa Casa, por meio de sua assessoria de imprensa.

Segundo Daniel Onias, coordenador da Defesa Civil de Santos, o incêndio, na Rua Dr. Cochrane, começou por volta da meia-noite e somente às 4h o responsável pelo galpão informou que havia produtos químicos no local. O Corpo de Bombeiros foi acionado e equipes trabalharam no combate às chamas.

A carga pertencia a uma empresa que realiza trabalho de controle de pragas em porões de navios. De acordo com Onias, em contato com a água, o fosfeto de alumínio libera o gás fosfina, que é altamente tóxico.

Por volta das 12h30, o fogo estava controlado e as equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil continuavam no local realizando os procedimentos necessários para eliminar qualquer foco de um novo incêndio.

Cetesb

Por meio de nota, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que enviou uma equipe do Setor de Atendimento a Emergências, da capital, para o local. "Os técnicos deverão proceder à avaliação das eventuais concentrações de fosfina nas imediações do galpão, que possam afetar de forma negativa a saúde da população", disse.  

No momento, de acordo com a Cetesb, "se espera a chegada de uma empresa especializada em atendimentos de emergência, para a devida remoção dos resíduos".

*Com informações do Estadão Conteúdo