Novas turmas de presos iniciam pintura em prédios da Baixada Santista

O projeto oferece capacitação aos sentenciados na área de construção civil, com enfoque no curso de pintura de obras públicas

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07 JUN 2019Por Da Reportagem05h30
75 reeducandos começam a trabalhar com a revitalização de dois centros da Fundação CASAFoto: Divulgação/SAP

Presos que cumprem pena em regime semiaberto em presídios da Baixada Santista iniciaram, no mês de junho, um novo ciclo de pinturas em prédios da região. Com o programa Escola + Bonita, 75 reeducandos começaram a trabalhar com a revitalização de dois centros da Fundação CASA, um em São Vicente e outro em Mongaguá, além de uma escola estadual, também em Mongaguá.

O projeto oferece capacitação aos sentenciados na área de construção civil, com enfoque no curso de pintura de obras públicas, e, ao mesmo tempo, mantém limpas e pintadas as estruturas de ambientes escolares do Estado de São Paulo. Os detentos participam de 20 horas de aulas teóricas, nas dependências das unidades prisionais, e mais 80 horas de aulas práticas, quando partem para ações nas edificações das cidades.

Desde o dia 1º de junho, uma turma com 25 de presos do Centro de Progressão Penitenciária "Dr. Rubens Aleixo Sendin", o CPP de Mongaguá, trabalha com a renovação da Escola Estadual Agenor de Campos. As atividades acontecem durante os finais de semana.

No dia 5 de junho, mais 25 reeducandos do presídio deram início a pintura do prédio da Fundação CASA da cidade, além de 25 presos da Penitenciária 1 de São Vicente, que trabalham a revitalização da Fundação do município vicentino. Nesta ocasião, os detentos terão aulas práticas em dias de semana.

Escola + Bonita

O projeto Escola + Bonita prevê a revitalização de 2,1 mil escolas estaduais de São Paulo até 2020. A ação é resultado de uma parceria entre as Secretarias da Administração Penitenciária (SAP), da Educação e de Desenvolvimento Econômico, sob gestão na SAP da Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania (CRSC). A pintura é feita em horários que não interrompam a utilização da escola, com tintas sem cheiro para não interferir na dinâmica dos profissionais no ambiente educacional.

A aliança entre as três Secretarias, além de dar cara nova a prédios públicos e contribuir na melhoria das condições de ensino, garante aos presos do regime semiaberto o diploma de pintores. "O projeto oferece uma oportunidade para que esses reeducandos, ao término da pena, saiam em liberdade capacitados para exercer uma profissão", avalia o secretário da SAP, Coronel Nivaldo Cesar Restivo.

Para Evaldo Barreto, diretor técnico do Grupo de Capacitação, Aperfeiçoamento e Empregabilidade da CRSC, o projeto é um processo de preparação para a vida longe dos presídios. "Os detentos terão mais facilidade de serem inseridos no mercado de trabalho ou até mesmo de se tornarem empreendedores, diminuindo de forma significativa as chances de voltarem a cometer crimes", completa.

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