Cotidiano
Discurso de Rodrigo Luiz Sanfurgo reforça que estrutura será decisiva para enfrentar tráfico internacional e proteger a comunidade portuária
Prédio terá dez pavimentos e reunirá, em um único espaço, todas as operações e setores administrativos da Polícia Federal em Santos / Divulgação/PF
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O governo federal avançou em mais uma etapa para reforçar a segurança no Porto de Santos, principal complexo portuário da América Latina.
A assinatura do convênio para elaboração do projeto executivo da nova sede da Polícia Federal marca o início de uma fase considerada estratégica para o combate ao crime organizado na região.
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Durante o evento, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a nova estrutura deve ampliar a capacidade operacional da corporação diante dos desafios enfrentados no porto, como o tráfico internacional de drogas e o contrabando.
A unidade será construída dentro da poligonal do porto, com acesso direto ao canal do estuário, em uma área de aproximadamente 5,8 mil metros quadrados.
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O prédio terá dez pavimentos e reunirá, em um único espaço, todas as operações e setores administrativos da Polícia Federal em Santos.
Em discurso, o superintendente da PF em São Paulo, Rodrigo Luiz Sanfurgo, afirmou que o ato vai além de uma formalidade administrativa e representa uma decisão estratégica do Estado brasileiro.
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“O ato de hoje vai muito além da assinatura. Ele representa uma decisão estratégica de fortalecer a presença do Estado em um dos ambientes mais relevantes e desafiadores do país”, declarou.
Sanfurgo reforçou a importância do porto para a economia nacional e alertou para a atuação constante de organizações criminosas na região.
“O Porto de Santos é o principal eixo logístico do país e, exatamente por isso, se torna alvo frequente de organizações criminosas, especialmente no tráfico internacional de drogas”, disse.
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Segundo ele, a atuação da Polícia Federal é essencial não apenas na repressão ao crime, mas também na garantia de segurança para toda a cadeia portuária.
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“A nossa atuação protege operadores, empresas, trabalhadores e instituições que dependem de um ambiente seguro, previsível e íntegro para exercer suas atividades”, destacou.
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O superintendente também ressaltou que os resultados já são concretos, com apreensões de grandes quantidades de drogas e operações que impactam diretamente o crime organizado. No entanto, ele alertou que o enfrentamento exige avanço contínuo.
“O combate ao crime organizado exige estratégia, integração, investimento em tecnologia, inteligência e presença efetiva nos pontos críticos. É exatamente isso que esse projeto viabiliza”, afirmou.
Para Sanfurgo, a nova sede representa um salto de qualidade na capacidade operacional da corporação e um reforço direto na segurança do porto.
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“Não há ambiente econômico forte sem segurança jurídica, governança e controle efetivo dos ilícitos. O que se constrói aqui é mais do que uma sede: é um modelo de atuação baseado em cooperação, eficiência e responsabilidade”, concluiu.