Nova exigência para pets pega brasileiros de surpresa; veja quem será impactado

Para os donos de animais de estimação em todo o Brasil, uma nova exigência para que cães e gatos sejam identificados eletronicamente levantou dúvidas e preocupações.

A possibilidade de um sistema nacional de monitoramento de pets fez muitos brasileiros acreditarem que todos os animais domésticos precisarão receber um microchip obrigatoriamente

Para os donos de animais de estimação em todo o Brasil, uma nova exigência para que cães e gatos sejam identificados eletronicamente levantou dúvidas e preocupações.

A possibilidade de um sistema nacional de monitoramento de pets fez muitos brasileiros acreditarem que todos os animais domésticos precisarão receber um microchip obrigatoriamente, mas a regra não funciona exatamente dessa forma.

A medida, na verdade, faz parte do avanço das políticas públicas voltadas ao bem-estar animal, ao combate ao abandono e à criação de mecanismos mais eficientes para o controle populacional de cães e gatos.

O objetivo final é tornar a vida dos animais mais segura, facilitando a identificação dos donos.

O que é identificação eletrônica e como funciona

O sistema é um pequeno dispositivo eletrônico colocado sob a pele do animal, geralmente nas omoplatas , e é um procedimento que um veterinário certificado deve realizar.

Não é um dispositivo grande; por exemplo, o componente tem o tamanho de um grão de arroz e contém as informações do animal de estimação (identificação do dono, histórico de registro e informações de acompanhamento veterinário).

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o equipamento não possui GPS nem realiza o rastreamento em tempo real por satélite. A leitura ocorre apenas por aproximação, utilizando equipamentos específicos capazes de acessar os dados registrados.

O procedimento é geralmente muito rápido, minimamente invasivo e pode ser realizado durante consultas gerais com um veterinário ou programas de castração/esterilização sem interrupção.

Quem realmente deve microchipar seu animal de estimação

Não é uma exigência que se aplica a todos os donos de cães e gatos no Brasil.

As regras tratam principalmente de casos específicos: por exemplo, animais em programas públicos de castração/esterilização e no quadro de proteção animal do governo, criadores comerciais e estabelecimentos que vendem filhotes, e cães e gatos domésticos destinados a viagens ao redor do mundo.

Para viagens internacionais, há vários países que exigem que um animal seja identificado eletronicamente para a emissão do Certificado Veterinário Internacional e para conformidade com as medidas sanitárias locais.

Especialistas recomendam iniciar o processo, acrescentam, já que alguns destinos exigem vacinas, testes laboratoriais e tempos de espera mínimos antes do embarque.

O papel do SinPatinhas e a legislação

O Sistema Nacional de Registro de Animais Domésticos, conhecido coloquialmente como SinPatinhas, é um componente do plano federal para estabelecer políticas que apoiem os animais de estimação.

O plano construiria um ativo de dados comum para espalhar esforços para proteger a saúde animal, vacinação, castração/esterilização e prevenção do abandono.

Na maioria dos casos, os registros diários permanecem completamente voluntários para os donos comuns.

Eles acreditam que o sistema também permitirá a identificação de animais desaparecidos, bem como fornecerá um meio de responsabilização em casos de maus-tratos e abandono, que o Brasil considera um crime ambiental.

Abandonar animais significaria uma multa e até prisão sob a lei brasileira, particularmente para cães e gatos.

Considerações práticas para donos e sociedade

Um dos principais benefícios da utilização desta tecnologia, mencionados por profissionais, é a facilidade de encontrar cães perdidos, a rápida identificação do dono responsável e incluir o histórico veterinário do animal.

Além disso, o sistema funciona como um auxiliar significativo para campanhas públicas de vacinação, um fator significativo que dificulta o abandono, bem como o reforço geral das leis de proteção animal.

Abrigos e organizações não governamentais defendem o uso da tecnologia como uma ferramenta absolutamente essencial para reduzir a superlotação em instituições que recebem cães e gatos abandonados nas ruas.

A identificação eletrônica de animais já é uma realidade bem desenvolvida em muitos países e está ganhando cada vez mais reconhecimento internacional como um instrumento tanto para a saúde pública quanto para o bem-estar animal.

Com o Brasil experimentando um número crescente de animais de estimação em seu território, um dos maiores mercados para eles no mundo, especialistas dizem que sistemas de rastreamento e registro se tornarão cada vez mais importantes nos próximos anos; o papel da tecnologia está se expandindo.

Para os donos, o melhor conselho é sempre consultar os canais oficiais das autoridades públicas e consultar um veterinário respeitado antes de prosseguir com qualquer procedimento.