Paleontólogos identificaram uma nova espécie de dinossauro a partir de um crânio / Reprodução/Jongyun Jung
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Paleontólogos identificaram uma nova espécie de dinossauro a partir de um crânio parcial encontrado na Coreia do Sul. O animal foi batizado de Doolysaurus huhmini, em referência ao personagem Dooly, o Pequeno Dinossauro, figura conhecida da cultura local.
O fóssil foi localizado na Formação Ilseongsan, na ilha de Apae, e escavado por uma equipe que inclui o pesquisador Jongyun Jung. Segundo ele, a descoberta surpreendeu pela preservação: além de ossos das pernas e vértebras, havia partes do crânio no bloco rochoso. “Não esperávamos encontrar tantas estruturas bem preservadas”, afirmou.
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De acordo com os pesquisadores, o espécime era juvenil, com tamanho aproximado ao de um peru e idade estimada em até dois anos. A expectativa é que indivíduos adultos fossem cerca de duas vezes maiores. Marcas no fêmur indicam que o animal ainda estava em crescimento.
O espécime era juvenil, com tamanho aproximado ao de um peru e idade estimada em até dois anos/Janet CañamarClassificado como um tescelossaurídeo, grupo de dinossauros bípedes, o Doolysaurus huhmini reforça a hipótese de que esses animais tiveram origem na Ásia. O fóssil foi datado do período Cretáceo Médio, embora a cronologia ainda seja considerada incerta.
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A análise também identificou gastrólitos, pedras ingeridas para auxiliar na digestão, o que indica uma dieta onívora, com consumo de plantas, insetos e, possivelmente, pequenos vertebrados. Os cientistas encontraram ainda 17 dentes preservados.
O nome da espécie homenageia o professor Min Huh, fundador do Centro de Pesquisa de Dinossauros, enquanto o gênero remete ao personagem infantil. “Dooly é um dos dinossauros mais icônicos da Coreia, conhecido por várias gerações”, disse Jung.
O animal foi batizado de Doolysaurus huhmini, em referência ao personagem Dooly, o Pequeno Dinossauro/Jun Seong YiA rocha que contém o fóssil ainda está em processo de análise e pode levar anos para ser totalmente aberta. Com auxílio de tomografia de microfoco, a equipe já conseguiu reconstruções detalhadas do esqueleto.
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Pesquisadores avaliam que o achado pode não ser isolado. A região concentra pegadas e ovos de dinossauros ainda não associados a espécies conhecidas, o que indica potencial para novas descobertas nos próximos anos.