Nova descida para o Porto? Governo de SP inclui Baixada em megaplano que ligará planalto à Santos

PLI-SP prevê integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos para melhorar acesso ao Porto de Santos

A meta é tornar o sistema logístico mais eficiente, reduzindo gargalos históricos que impactam a região

A meta é tornar o sistema logístico mais eficiente, reduzindo gargalos históricos que impactam a região | Nair Bueno/DL

A Baixada Santista passou a integrar oficialmente o Plano de Logística e Investimentos do Estado de São Paulo (PLI-SP), que projeta a reorganização da infraestrutura de transporte paulista até 2050. A proposta inclui estudos voltados à melhoria da conexão entre o planalto e o litoral, com foco direto no escoamento de cargas e no acesso ao Porto de Santos.

Os levantamentos iniciais servirão de base para orientar futuros investimentos públicos e privados, com prioridade na integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. 

A meta é tornar o sistema logístico mais eficiente, reduzindo gargalos históricos que impactam a região.

Nova ligação e expansão ferroviária entram no radar

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), um dos principais eixos em estudo envolve novos trechos ferroviários com potencial estratégico. 

A intenção é diminuir a dependência do transporte rodoviário, ampliar a capacidade de movimentação de cargas e incentivar um modelo considerado mais limpo e econômico.

A Baixada concentra atividades relevantes para a economia estadual. As nove cidades da região respondem por R$ 79 bilhões do Produto Interno Bruto paulista, com forte presença do Porto de Santos, além do comércio e do turismo.

Diagnóstico aponta gargalos e pressão urbana

Durante apresentação dos estudos em Santos, o governo estadual destacou que a economia local é majoritariamente baseada no setor de serviços, impulsionada pelo complexo portuário e pelas atividades turísticas.

O diagnóstico identificou congestionamentos frequentes, limitações de mobilidade e sobrecarga na infraestrutura urbana. 

A secretaria ressaltou que o perfil da região exige soluções capazes de garantir fluidez no transporte, previsibilidade operacional e desenvolvimento sustentável em um território considerado urbano e ambientalmente sensível.

O plano pretende consolidar os dados e sugestões regionais em diretrizes estratégicas alinhadas às vocações e desafios de cada área do estado.

Próximas etapas

As contribuições apresentadas no Fórum Regional da Baixada Santista passam agora por análise técnica dentro do PLI-SP 2050. Os encontros regionais continuam em outras partes do estado, mas ainda não há prazo definido para o início dos investimentos.

Moradores, representantes do setor produtivo e instituições locais podem enviar sugestões por meio do site oficial do plano.