‘Nossa estratégia será de mobilização’, afirma Carina Vitral

Coligação PCdoB/PT foca em campanha com apoio da militância e com estratégias de divulgação e arrecadação colaborativas

Uma campanha focada na colaboração e contando com o apoio da militância. A coligação “Um novo futuro para Santos”, formada pelo PCdoB e PT, quer aquecer a campanha na cidade.

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“Nosso desafio é esquentar a campanha de um ponto de vista de uma campanha viva. Com a redução do tempo de campanha, ainda não sentimos nas ruas. Isso, convém, a quem já está no poder. Quem não é vereador ou prefeito é que precisa conseguir animar a cidade para se preparar para esse debate”, analisou Carina Vitral, candidata a prefeita.

Para isso, o grupo político quer a participação da sociedade e, em especial, da militância.

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“Nossa estratégia é de mobilização. A marca de uma campanha alternativa é uma campanha de rua, de militância, voluntária. Mudar a política na nossa opinião é fazer com que as pessoas voltem a se aglutinar em torno das ideias, e não mais em torno do dinheiro, do poder econômico da política”, analisou Vitral.

Para isso, a coligação irá realizar uma campanha colaborativa. A ideia central é manter as diretrizes, mas convidar diversos setores da sociedade a construir um programa de governo. “Temos diretrizes que começam a nossa campanha, mas a gente quer escrever com muitas mãos todo esse programa que será lançado ao longo da campanha”, disse a candidata.

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Neste sábado (20) será lançada uma plataforma para o programa de governo colaborativo. As pessoas poderão enviar sugestões via redes sociais. Também será realizado um seminário para discussões temáticas sobre a cidade.

Outra novidade é o financiamento coletivo. A coligação irá lançar uma plataforma de doações online, sendo essa a única fonte de receita para a campanha ao Executivo.

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Vice vê necessidade de motivar a sociedade

Candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Carina Vitral, Reinaldo Martins (PT) enxerga a necessidade de motivar a sociedade a participar do pleito como a principal dificuldade a ser enfrentada nestes primeiros dias de campanha.

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“Tivemos um período no País de desencanto, de desinteresse. Contraditoriamente, tivemos uma imensa mobilização, e agora parece que tudo se resolveu ou que todo mundo se acomodou. Tudo bem, a mobilização foi contra nós, mas de qualquer maneira, toda a gente que saiu às ruas agora sumiu. Tá interessada em que? Motivada? Como vê a política e as eleições? A maior dificuldade hoje é motivar as pessoas a ouvir. Nós pretendemos fazer uma campanha e uma gestão que ouve. As pessoas não estão habituadas mais a ouvir, e nós queremos dialogar. Para dialogar é preciso ouvir”, analisou o professor.

Martins disse que já espera que a coligação seja atacada, até pelo momento político atravessado pelo partido, mas que quer levar a discussão a um outro patamar.

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“É evidente que vamos sofrer ataques nesse nível. Mas a nossa proposta é fazer um debate em outro nível. No nível, não da negação do outro, mas da aceitação do outro. Do debate, da tolerância. Isso é um ponto importante. Somo de esquerda, sim, e queremos  propor o debate, o diálogo e respeitamos a opinião do outro. Assim como esperamos ser respeitados. É uma maneira, de fato, democrática. O essencial que temos que defender é a democracia. É a capacidade de convivermos na diversidade, e isso sim está ameaçado por essa polarização que vemos hoje”.