No estúdio do Diário do Litoral, o prefeito de São Vicente, Kayo Amado, fez um balanço sobre a sua gestão até o final deste 2023. Citando as dificuldades orçamentárias do município, o chefe do executivo ressaltou a resiliência de sua equipe em buscar soluções diante deste cenário, e entende que muito já foi feito, mas que ainda há bastante coisa a se fazer. “É um passo de cada vez”, explica.
Depois de anunciar em 1ª mão no Diário que a cidade terá queima de fogos neste final de ano (graças à iniciativa privada), Amado comentou sobre as obras contras as enchentes que só começaram a ser feita no seu governo.
“Se tivéssemos recebido o caixa zerado, ainda seria lucro, mas o recebemos no negativo, e mesmo assim estamos trabalhando. O único governo que de fato iniciou obras contra as enchentes foi o meu. Mapeamos toda a cidade, entendemos a origem do problema através dessa macrodrenagem e precisamos de R$ 800 milhões. Já começamos a andar para frente nesse sentido, como é o caso do canal da Eduardo Souto, que vai beneficiar vários bairros. Terminou ali, vamos seguir o planejamento em outro local, e assim por diante. Assim vamos conseguir vencer este desafio”, comenta.
Sobre a segurança pública, o prefeito enfatizou que seu governo foi o que mais investiu na GCM na história de São Vicente.
“Precisamos de mais Polícia Militar (PM) presente durante todo o ano na cidade, e não só na temporada de verão. Enquanto isso não acontece vamos trabalhando com o que temos em mãos, como é o caso do fortalecimento da nossa CGM, com Centro de Controle Operacional (CCO), nova base, colete à prova de balas, reestruturação de carreira, gratificação diferenciada no salário, armamento etc. Se não faço mais é por falta de dinheiro. Mas, é importante deixar claro que a segurança é dever do Estado”.
Saúde
Amado lembrou que o sistema de saúde de São Vicente que chegou em suas mãos era bagunçado e precário.
“Equipamentos destruídos, estruturas danificadas, funcionários sobrecarregados e desmotivados. Nosso foco foi reestruturar todo o sistema de saúde da cidade, sem deixar as pessoas sem atendimento. É como trocar o pneu com o carro andando. São dezenas de inaugurações, entregas, reformas e o 1º hospital de verdade da cidade entregue, com 100 leitos à disposição. Fizemos muito na saúde, e vamos fazer ainda mais. Leva um tempo até as pessoas perceberem que estão em um processo de mudança para melhor, e aos poucos elas vão compreendendo que estamos trabalhando da forma adequada. Nos falta dinheiro, somos uma cidade pobre, com pouca arrecadação, mas seguimos criando alternativas”.
A construção do novo Complexo Materno Infantil simboliza mais um avanço do Programa Nova Saúde São Vicente, que visa justamente reestruturar o atendimento público da saúde municipal. E o prefeito relembra a importância e o tamanho desta obra, que está em andamento.
“Ao todo o prédio terá 7.700 m² de área construída, mais de 90 leitos, maternidade, salas de parto, UTI neonatal, internação pediátrica, três salas de cirurgia, consultórios para atendimento psicológico, brinquedoteca, solarium, jardins e estacionamento. A Fundação Lusíada que está custeando tudo. Para uma cidade com sérias dificuldades financeiras, estamos conseguindo fazer entregas importantes”, finaliza.
A entrevista completa estará disponível nas redes sociais e Youtube do Diário do Litoral na terça, dia 26/12.
