Forças Armadas da Noruega iniciaram o envio de cartas aos cidadãos para alertar sobre eventual confisco de bens / Pexels
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As Forças Armadas da Noruega iniciaram nesta segunda feira (19) o envio de milhares de cartas aos cidadãos para alertar sobre a possibilidade de confisco de bens privados em caso de conflito armado. O exército norueguês informou que residências, veículos, embarcações e outros equipamentos podem ser requisitados pelas autoridades militares para garantir a defesa nacional.
A medida ocorre em um momento de profunda incerteza geopolítica na Europa e é descrita como parte do planejamento logístico para assegurar que o país tenha os recursos necessários diante de uma eventual agressão externa. Segundo os militares noruegueses, as notificações enviadas não possuem efeitos práticos imediatos em tempos de paz, funcionando como um aviso de mobilização preventiva.
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Caso o confisco seja ativado em um cenário de guerra, a requisição dos bens teria validade inicial de um ano. A decisão reflete um reposicionamento estratégico das nações europeias que buscam reforçar suas capacidades defensivas diante da política externa agressiva da Rússia e das mudanças nas relações diplomáticas globais, que forçam um redirecionamento concreto na defesa do continente.
O chefe da organização logística do exército, Anders Jernberg, declarou que a importância da preparação para crises e guerras aumentou drasticamente nos últimos anos. Segundo o oficial, a Noruega enfrenta atualmente a crise de segurança mais grave registrada desde a Segunda Guerra Mundial.
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Jernberg enfatizou que a sociedade deve estar preparada para lidar com situações de instabilidade extrema e que, no pior cenário possível, o país deve estar pronto para a guerra. Por essa razão, a prontidão civil está sendo reforçada paralelamente ao fortalecimento militar.
A Noruega mantém uma posição geográfica sensível, compartilhando uma fronteira terrestre de 198 quilômetros com a Rússia na região norte, além de limites territoriais no Oceano Ártico. Embora o país seja um membro estratégico da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN, o país não faz parte da União Europeia.
A iniciativa de alertar a população sobre o uso de recursos privados para a defesa nacional ocorre no mesmo período em que Noruega, Suécia e Finlândia estabelecem um corredor de transporte para facilitar a movimentação militar entre os países nórdicos.
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