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Nigéria promete destruir campos do Boko Haram em três meses

O conselheiro para a segurança do presidente, Sambo Dasuki, disse que as eleições não serão adiadas para depois de 28 de março

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09 FEV 201514h50

O conselheiro para a segurança do presidente da Nigéria, Sambo Dasuki, disse hoje (9) que a ofensiva multinacional contra o Boko Haram destruirá todos os campos conhecidos do grupo radical islâmico durante as próximas seis semanas.

“Todos os campos conhecidos do Boko Haram serão desmantelados”, disse Dasuki à agência de notícias France Presse, quando perguntado sobre o que poderia ser feito contra os rebeldes antes de 28 de março, a data das eleições presidenciais e legislativas na Nigéria.

Ele disse que as eleições não serão adiadas para depois de 28 de março. A data da votação, inicialmente prevista para 14 de fevereiro, “não será alterada novamente”, disse.

Dasuki foi o primeiro a pedir o adiamento das eleições, considerando que as forças de segurança, mobilizadas contra o Boko Haram no Nordeste do país, não poderiam assegurar a segurança dos eleitores.

A sua justificativa para o adiamento foi amplamente criticada, em parte porque o Exército não é o principal responsável pela segurança das eleições na Nigéria.

A oposição e alguns observadores consideram que as eleições foram adiadas para dar mais tempo ao presidente Goodluck Jonathan para impulsionar sua campanha, que enfrenta um desafio sério por parte do ex-presidente Muhammadu Buhari.

Tropas do Chade, de Camarões e do Níger estão apoiando há vários dias o Exército da Nigéria no combate ao grupo islâmico nigeriano, cuja insurreição ameaça também os países vizinhos.

O Boko Haram matou cerca de 13 mil pessoas e provocou a saída de suas cidades de 1,5 milhão desde 2009.

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