Vivemos um tempo em que frases bonitas viraram anestesia emocional / Pexels
Continua depois da publicidade
Vivemos um tempo em que frases bonitas viraram anestesia emocional. “É só vibrar alto.” “Pense positivo.” “Tudo é Amor e Luz.” Mas existe um ponto pouco falado e profundamente necessário no caminho do autoconhecimento: nem toda luz é acolhedora, e nem toda sombra é fracasso.
Existe uma espiritualidade madura que não foge do incômodo. Ela não passa pano energético. Ela não usa a luz como fuga. Ela usa a consciência como ferramenta.
Continua depois da publicidade
O Tarot mostra isso com clareza simbólica: cartas desafiadoras não anunciam castigo, anunciam verdade.
O problema não é a sombra. O problema é fingir que ela não existe. Quando alguém tenta “positivar” tudo, não se ilumina, se distancia de si. E distanciamento interno não é espiritualidade: é evasão emocional.
Continua depois da publicidade
Energia elevada não é viver sorrindo sempre. Energia elevada é sustentar lucidez mesmo quando algo precisa ser revisto.
Troque “entender” por “observar”. Nem tudo precisa ser explicado imediatamente, mas precisa ser percebido. Observe seus padrões de reação, repetição de conflitos e escolhas automáticas.
Consciência começa com auto-observação honesta. Pare de espiritualizar o que é limite. Nem todo afastamento é “falta de luz”. Às vezes é proteção. Aprender a dizer não é a prática energética da soberania. Nomeie o que sente sem maquiagem emocional Não é “baixa vibração” sentir raiva, tristeza ou frustração em alguns momentos da nossa vida. Isso faz parte da nossa condição humana.
Continua depois da publicidade
Use essas energias com sabedoria, transforme em ação consciente para a mudança. Baixa consciência é negar o que sente e projetar nos outros. Use ferramentas simbólicas com responsabilidade.
Tarot, meditação, rituais e terapias não servem para fugir, servem para enxergar o que o seu subconsciente está enviando ao seu consciente e você, em alguns momentos, não consegue acessar. Se a prática só conforta e nunca confronta, existe algo sendo evitado.
Faça micro-movimentos reais. Transformação não começa com grandes promessas, começa com pequenos ajustes: encerrar conversas drenantes; reduzir exposição a ambientes tóxicos: rever compromissos assumidos por culpa; respeitar o próprio cansaço; Busque condução, não dependência.
Continua depois da publicidade
Um bom terapeuta ou orientador não cria seguidores, cria autonomia. A pergunta que muda tudo não é “isso é leve?”, e sim, “isso é verdadeiro?”. Porque a verdade não adormece, ela desperta. E despertar nem sempre é confortável, mas sempre é libertador.