Cotidiano

Nem toda luz é amor: o perigo espiritual de romantizar tudo

Entenda como encarar suas sombras e usar o autoconhecimento real para se libertar de padrões emocionais e da falsa luz espiritual

Sunna Tarot Terapêutico

Publicado em 05/02/2026 às 19:01

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Vivemos um tempo em que frases bonitas viraram anestesia emocional / Pexels

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Vivemos um tempo em que frases bonitas viraram anestesia emocional. “É só vibrar alto.” “Pense positivo.” “Tudo é Amor e Luz.” Mas existe um ponto pouco falado e profundamente necessário no caminho do autoconhecimento: nem toda luz é acolhedora, e nem toda sombra é fracasso.

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Existe uma espiritualidade madura que não foge do incômodo. Ela não passa pano energético. Ela não usa a luz como fuga. Ela usa a consciência como ferramenta.

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O Tarot mostra isso com clareza simbólica: cartas desafiadoras não anunciam castigo, anunciam verdade.

  • “A Torre” revela o que não se sustenta.
  • “A Morte” transforma o que já terminou.
  • “O Diabo” expõe onde existe apego e aprisionamento.

O problema não é a sombra. O problema é fingir que ela não existe. Quando alguém tenta “positivar” tudo, não se ilumina, se distancia de si. E distanciamento interno não é espiritualidade: é evasão emocional.

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Energia elevada não é viver sorrindo sempre. Energia elevada é sustentar lucidez mesmo quando algo precisa ser revisto.

Mas como sair dessa armadilha da positividade superficial?

Caminhos práticos para começar a se libertar

Troque “entender” por “observar”. Nem tudo precisa ser explicado imediatamente, mas precisa ser percebido. Observe seus padrões de reação, repetição de conflitos e escolhas automáticas.

Consciência começa com auto-observação honesta. Pare de espiritualizar o que é limite. Nem todo afastamento é “falta de luz”. Às vezes é proteção. Aprender a dizer não é a prática energética da soberania. Nomeie o que sente sem maquiagem emocional Não é “baixa vibração” sentir raiva, tristeza ou frustração em alguns momentos da nossa vida. Isso faz parte da nossa condição humana.

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Use essas energias com sabedoria, transforme em ação consciente para a mudança. Baixa consciência é negar o que sente e projetar nos outros. Use ferramentas simbólicas com responsabilidade.

Tarot, meditação, rituais e terapias não servem para fugir, servem para enxergar o que o seu subconsciente está enviando ao seu consciente e você, em alguns momentos, não consegue acessar. Se a prática só conforta e nunca confronta, existe algo sendo evitado.

Faça micro-movimentos reais. Transformação não começa com grandes promessas, começa com pequenos ajustes: encerrar conversas drenantes; reduzir exposição a ambientes tóxicos: rever compromissos assumidos por culpa; respeitar o próprio cansaço; Busque condução, não dependência.

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Um bom terapeuta ou orientador não cria seguidores, cria autonomia. A pergunta que muda tudo não é “isso é leve?”, e sim, “isso é verdadeiro?”. Porque a verdade não adormece, ela desperta. E despertar nem sempre é confortável, mas sempre é libertador.

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