Cotidiano
Novas evidências indicam que os Prototaxites, organismos gigantes que dominaram a paisagem terrestre há 400 milhões de anos, não pertenciam a nenhum dos reinos conhecidos
Eles não eram plantas, animais, fungos ou bactérias, mas sim uma linha de vida completamente distinta e extinta / Reprodução/ZME Science
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Uma descoberta científica publicada em janeiro de 2026 está reescrevendo os livros de biologia. Novas evidências indicam que os Prototaxites, organismos gigantes que dominaram a paisagem terrestre há 400 milhões de anos, não pertenciam a nenhum dos reinos conhecidos.
Eles não eram plantas, animais, fungos ou bactérias, mas sim uma linha de vida completamente distinta e extinta.
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Imagine um mundo onde as plantas mal passavam de um metro de altura. Nesse cenário, erguiam-se estruturas colossais de até nove metros.
Onde: Fósseis encontrados no sítio de Rhynie chert, Escócia.
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O Mistério: Descritos há 160 anos, já foram confundidos com troncos de árvores e fungos gigantes.
A Prova: Análises químicas modernas descartaram a presença de quitina (típica de fungos) e estruturas celulares vegetais.
'Se fossem fungos, esperaríamos encontrar os mesmos padrões químicos', explica o pesquisador Corentin Loron. Os Prototaxites apresentam uma assinatura química inédita.
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Diferente das plantas, esses seres não faziam fotossíntese. Eles provavelmente obtinham energia do carbono no ambiente, de forma semelhante aos decompositores, mas com uma arquitetura interna nunca antes vista:
Tubos entrelaçados: Em vez de células típicas, possuíam redes complexas de tubos.
Troca de nutrientes: Estruturas de ramificação inéditas que podem ter servido para transporte de água e gases.
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Evolução Independente: Especialistas sugerem que sua forma evoluiu de maneira isolada, tornando-os os maiores seres vivos em terra firme no período Devoniano.
Embora o estudo da Science Advances seja um marco, a comunidade científica ainda busca respostas. Como esses gigantes se fixavam ao solo? Eles ficavam eretos o tempo todo? Com cerca de 25 espécies conhecidas, a ciência apenas começou a arranhar a superfície desse reino perdido.