Presos desde agosto de 2025, influenciadores alegam que testemunhas de acusação e supostas vítimas negaram os crimes em juízo. / Reprodução/Alexandre Serpa/Folhapress
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A defesa de Hytalo Santos e de Israel Natã Vicente, conhecido como Euro, se pronunciou neste domingo (22) após a condenação do casal por produção de conteúdo sexual envolvendo menores de idade.
Em nota enviada à imprensa, o advogado afirmou que a decisão judicial teria sido marcada por racismo e homofobia por parte do magistrado responsável pela sentença.
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No comunicado, a defesa sustenta que apresentou, ao longo da instrução processual, argumentos baseados em provas documentais e depoimentos colhidos em juízo, inclusive de testemunhas indicadas pela acusação e das supostas vítimas, que, segundo o advogado, afastariam a tese acusatória.
Ainda de acordo com a nota, esses elementos não teriam sido devidamente analisados na sentença, resultando em uma condenação “desprovida de fundamentação adequada”.
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O advogado também afirmou que a decisão judicial teria sido influenciada por preconceito contra Hytalo, descrito na nota como “jovem nordestino, negro e homossexual”, além de mencionar estigmatização em relação ao universo cultural do brega funk.
A defesa argumenta que a própria sentença faz referência às características pessoais do influenciador, o que, segundo o advogado, demonstraria viés no julgamento.
A defesa informou ainda que o habeas corpus do casal será analisado na próxima terça-feira (24) e que a medida não perdeu objeto com a condenação. No texto, o advogado afirma confiar na atuação do Tribunal de Justiça da Paraíba para reavaliar o caso.
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Também foi anunciado que a conduta do magistrado será levada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), especialmente no que diz respeito ao uso de expressões consideradas preconceituosas e incompatíveis com a imparcialidade exigida da função.
O caso ganhou repercussão nacional em agosto de 2025, após a divulgação de denúncias envolvendo suposta exploração de menores. Hytalo Santos e Israel Vicente estão presos desde 15 de agosto do ano passado.
Inicialmente detidos em São Paulo, foram transferidos para a Paraíba, onde permanecem em prisão preventiva. Hytalo foi condenado a 11 anos e 4 meses de reclusão, enquanto Euro recebeu pena de 8 anos e 10 meses.
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