Navio de carga de enxofre é multado pela Prefeitura de Guarujá

Na noite de terça-feira, a CETESB recebeu dez reclamações de moradores de Santos e Guarujá sobre o forte cheiro de “ovo podre”

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13 JAN 201321h38

A Prefeitura de Guarujá, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), multou, na manhã de ontem, um navio de carga de enxofre. Os técnicos da Semam foram ao local depois de denúncia da população por causa do mau cheiro na região, constataram a irregularidade e aplicaram multa baseada na lei 044/1998, no valor de R$ 107.153,26.

A embarcação é um navio cargueiro com cinco porões de nome MJ Promise I, de Hong Kong, e descarregou 31.623 toneladas de enxofre no Terminal Marítimo de Guarujá (Termag), que atua na operação de descarga de granéis sólidos como enxofre e fertilizantes.

Os assessores técnicos da Semam, João Roberto Guimarães e Antônio Lopes da Silva, autuaram a embarcação e constataram a irregularidade no porão 1. “Ao final do descarregamento, o enxofre fica molhado e vira uma lama preta e mau cheirosa. Esta lama de enxofre tem a concentração de sulfito e sulfeto e, com isso, libera o gás sulfídrico e o dióxido de enxofre, caracterizando o odor de ovo podre”, explicou João Roberto.

Já o técnico Antônio Lopes da Silva disse que a multa aplicada será de valor máximo. “Quando é possível ver a lama preta, junto com o enxofre no fundo do porão do navio, já caracteriza a emissão de gases odoríficos, por isso a aplicação máxima da multa de pouco mais de 107 mil reais”, observou Antônio Lopes.

CETESB

Em nota enviada na manhã de ontem, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) - agência de Santos, informou que recebeu pelo menos dez reclamações entre 17 horas e 21 horas de terça-feira. Três moradores do Jardim Boa Esperança, bairro de Vicente de Carvalho, em Guarujá, reclamaram do forte odor de enxofre no final da tarde de ontem. Já em Santos, sete moradores se queixaram entre 20 e 21 horas.

Conforme a nota da CETESB, “um técnico da agência, imediatamente, se deslocou até o local e realizou uma vistoria na área mencionada pelos reclamantes, não encontrando, no ato, nenhuma fonte poluidora que pudesse ser a origem do desconforto”. Técnicos da CETESB deram seqüência à vistoria durante o dia de ontem.