NAPS 4 está infestado de caramujos

Segundo conselheiro de Saúde, a infestação na unidade do Canal 1 ocorre desde o ano passado

Pacientes que utilizam o Núcleo de Atendimento Psicossocial 4 (NAPS 4), localizado na Avenida Pinheiro Machado, 718 (Canal 1), estão correndo risco de contrair doenças sérias como, por exemplo, a meningite. Isso porque, desde o ano passado, o prédio está infestado de caramujos africanos. A situação foi denunciada ontem pelo conselheiro Silas da Silva e consta na ata da última reunião do Conselho Municipal de Saúde, realizada no dia 28 de janeiro.

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A Reportagem esteve no equipamento e detectou o problema, principalmente na área externa atrás do imóvel, onde caramujos foram encontrados em um pé de acerola e em outro de pitanga. Moluscos também foram encontrados nas paredes e até no chão. Os pacientes já se acostumaram com a presença deles. “Os funcionários limpam, mas eles voltam. Tem dias em que as paredes ficam lotadas”, disse um paciente.

Um dos dois funcionários que acompanharam a equipe do Diário do Litoral disse que tem ordens para não conceder entrevista, mas confirmou as situações perigosas em que as equipes e até pacientes estão submetidas todos os dias. “Nós colocamos luvas e tiramos os caramujos. Também jogamos sal, mas eles voltam. Os funcionários da Prodesan foram instruídos pelo sindicato a não correrem riscos”, revelou.

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Descaso e negligência

“É um verdadeiro absurdo e um caso grave de negligência relacionada à saúde pública. Estamos desde novembro alertando sobre essa situação. As árvores estão infestadas, assim como os muros do prédio. A Vigilância Sanitária informa que nada pode fazer e o problema foi levado para o Setor de Zoonoses, que pediu para os funcionários colocarem luvas e tirar os caramujos”, confirma Silva.

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O conselheiro, que é também da Comissão de Fiscalização do órgão, revela que a maioria dos pacientes do NAPS não tem condições de entender os perigos do contato com o caramujo. “Soube que alguns já pegaram o molusco com as mãos desprotegidas. Isso é muito sério. Se isso estivesse ocorrendo em um hospital privado, a Vigilância já teria obrigado o fechamento. Como acontece em um próprio público, ‘passa-se a mão na cabeça’ e nada se faz”, revelou o conselheiro.

Bolinho vencido

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Outros dois problemas foram denunciados por Silas da Silva: perigo de incêndio e de ingestão de alimento vencido. “A fiação elétrica do equipamento vive exposta. Apesar da reforma, chove mais dentro do que fora do prédio. Se fala tanto em segurança no porto e esquecem de cuidar da própria casa. Eu já cobrei do secretário (Marcos Calvo) uma posição sobre isso e nada”, afirma Silas.

Com a cópia da ata em mãos, o conselheiro revelou a existência de alimentação vencida no NAPS. “Na reunião do dia 28, eu levei um bolinho cuja embalagem dizia que o alimento estava vencido desde o dia 23. Como pode isso ocorrer numa unidade que tem, como objetivo, cuidar da saúde dos pacientes?”, revela inconformado.

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Prefeitura

Procurada, a Administração informou ontem, por intermédio da Assessoria de Imprensa, que a Seção de Controle de Zoonoses monitora a unidade permanentemente e, em parceria com o Jardim Botânico Chico Mendes, é feito o recolhimento dos caramujos e dos ovos dos moluscos.

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Com relação à alimentação, esclarece que não oferece vencida aos pacientes. Em caso de perda de validade, o alimento é recolhido. Ao final, explica que, periodicamente, uma equipe de manutenção visita a unidade para revisar a estrutura, incluindo a parte elétrica.