'Não vamos suspender ou adiar o Carnaval de SP', diz novo secretário da Cultura

"No Anhembi nós temos um sistema próprio de abastecimento, o que não vai exigir um consumo extra da Sabesp. Já nas ruas, vamos limpar a sujeira pós-carnaval com água de reúso", explicou

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03 FEV 201514h50

O vereador Nabil Bonduki (PT) assumiu nesta terça-feira, 3, o cargo de secretário da Cultura de São Paulo e descartou que o Carnaval de São Paulo seja adiado em função da crise hídrica. Bonduki disse que cancelar o evento seria "acabar com a única alegria da população".

Em evento na Prefeitura de São Paulo, que contou com a presença do ex-secretário de Cultura e agora Ministro da Cultura, Juca Ferreira, Bonduki defendeu que o carnaval de rua e o Sambódromo do Anhembi não terão consumo elevado de água. "No Anhembi nós temos um sistema próprio de abastecimento, o que não vai exigir um consumo extra da Sabesp. Já nas ruas, vamos limpar a sujeira pós-carnaval com água de reúso", explicou. "Não dá pra desmarcar um evento desse porte na cidade", completou.

Nabil Bonduki também comentou sobre mudanças na organização da Virada Cultural de 2015. Marcada por episódios de violência e insegurança nas últimas edições, a ideia é diminuir o tamanho do evento e descentralizar em ações culturais ao longo do ano, com as chamadas 'Viradinhas'. " A Virada merece uma discussão, tem alguns problemas que precisam ser equacionados, principalmente a segurança", avaliou. "Se a gente descentralizar esses eventos ao longo do ano, corrigimos esse problema e damos mais variedades de atrações para os paulistanos".

O secretário da Cultura de São Paulo descartou que o Carnaval de São Paulo seja adiado em função da crise hídrica (Foto: Levi Biano/Brazil Photo Press)

Carreira

O novo secretário de Cultura atua como professor titular do Departamento de Planejamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Bonduki foi superintendente de habitação popular da prefeitura de São Paulo durante o governo de Luiza Erundina (1989 a 1992) e coordenou o mutirão de construção de mais de 10 mil moradias na capital.

No ano de 2011, foi secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente. Em setembro de 2013, como vereador de São Paulo, foi relator do Plano Diretor Estratégio de São Paulo, que vai planejar o crescimento da cidade nos próximos 16 anos. Também é autor de livros como "Origens da Habitação Social no Brasil" e "Intervenções Urbanas de Centros Históricos".