“Não quero um circo”, diz Eustázio sobre depoimento na Câmara

Vice-prefeito foi convidado a explicar demissão do Governo do Estado. Ele estará acompanhado de seu advogado, que o acompanha no caso

“Sempre me prontifiquei a ir à Câmara. Mas gostaria que meus esclarecimentos não fizessem parte de um massacre”. A frase é do vice-prefeito de Santos e presidente da Caixa de Assistência ao Servidor Público Municipal de Santos (Capep-Saúde), Eustázio Alves Pereira Filho. Foi dessa forma que ele comentou a aprovação, na sessão de segunda-feira no Legislativo, do convite proposto pelo vereador Benedito Furtado (PSB) para prestar esclarecimentos de sua exoneração, do Governo do Estado, em 2001.

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Em entrevista por telefone na noite de ontem, Eustázio deu a entender que gostaria que suas explicações fossem dadas apenas aos vereadores e à Imprensa.
Há a ideia, na Câmara, de que sua ida ao plenário seja em sessão aberta aos munícipes nas galerias, como são as sessões ordinárias. No Legislativo, as apostas são de que Eustázio preste esclarecimentos ainda este mês. Ele não fixou uma data.

O vice-prefeito foi claro. “Não quero um circo. Não quero ficar falando para uma plateia formada por candidatos a vereador ou por pessoas que tiveram o interesse pessoal frustrado. Como é convite, aceito. Não me nego a ir”.

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Ele diz que a marcação da data para seus esclarecimentos “depende da agenda deles (vereadores)”. Muito provavelmente, Eustázio estará acompanhado de seu advogado, que o acompanha no caso.

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Em tom de desabafo, o vice-prefeito mostrou desconforto com as palavras usadas por Benedito Furtado que, ao debater o requerimento do convite, o chamou de “doente” e “mentiroso”. “Fui desrespeitado em plenário”, ressaltou ele, que acompanhou a sessão pela TV Legislativa.

Eustázio nega, como estão divulgando nas redes sociais, estar devendo R$ 500 mil para a Fazenda do Estado (por conta de sua exoneração) – ele está questionando este valor – e também ter sido demitido “a bem do serviço público”. “A exoneração se deu por falta grave, por ter dois vínculos trabalhistas”.

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O vice-prefeito destaca o fato de ter passado “pelo crivo da Justiça Eleitoral” em 2008 e em 2012, quando foi candidato a vereador e chegou até a assumir o mandato em um curto período, e não descartou se candidatar novamente para o Legislativo. “Imagine só. Se o Furtado se reeleger e eu me eleger vereador. Vamos estar os dois em plenário. Entendo que para divergir, a pessoa não precisa ofender alguém”.