Não há data definida para início do conclave, diz porta-voz

A dois dias da primeira reunião do Colégio de Cardeais, na segunda-feira (4) às 9h30, a expectativa para o início do conclave aumenta

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02 MAR 201319h37

 A dois dias da primeira reunião do Colégio de Cardeais, na segunda-feira (4) às 9h30, a expectativa para o início do conclave (quando será eleito o futuro papa) aumenta. O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse, porém, que a data para o começo da reunião pode não ser definida no dia 4. Segundo ele, não estão programadas missas nem celebrações na segunda-feira. Não há data definida para o início do conclave, nem prazo para a sua conclusão.   

"Não foi decidido [quando começa o conclave], nem se deve esperar para segunda-feira a decisão sobre seu início”, disse Lombardi.

Para o período denominado sé vacante (sem papa), foram emitidos selos e um carimbo relativo à renúncia de Bento XVI. Nos próximos dias, segundo o porta-voz, deverão circular as novas moedas cuja cunhagem deverá fazer referência à sé vacante.

O conclave (em latim significa com chave) é a reunião na qual os cardeais elegem o sucessor de Bento XVI. Os eleitores ficam enclausurados (fechados) até a definição do nome. Antes do conclave, os cardeais participam de uma missa na Basílica de São Pedro, depois seguem para a Capela Sistina. Os cardeais  fazem um juramento de sigilo e, em seguida, participam de um ritual de meditação.

Bento XVI renunciou ao pontificado na última sexta-feira (28) (Foto: Divulgação)

Os cardeais que votam são aqueles que têm menos de 80 anos. Pelos dados do Vaticano, estarão aptos 115 eleitores, dos quais cinco são brasileiros. Podem faltar apenas aqueles que justificarem a ausência ao Vaticano. O voto é  manual e individual, sendo que os cardeais escrevem à mão, em um papel retangular, o nome do escolhido e são orientados a disfarçar a letra.

Podem ser realizadas até 33 votações seguidas. No caso de não haver consenso, a última rodada é definida entre os dois mais votados. A eleição depende de dois terços dos votos dos presentes. A contagem dos votos é feita em três grupos formados por cardeais que contam e recontam as cédulas. Os nomes são lidos em voz alta e as cédulas, em seguida, são costuradas com linha e agulha.

Ao fim de cada votação, as cédulas são queimadas em um forno, colocado na capela. Antigamente, misturava-se palha para dar a cor à fumaça. A fumaça escura é sinal que não foi escolhido o papa. Se a fumaça for branca, representa que já há um papa.

Uma vez escolhido o papa, o eleito diz se aceita e o nome que deseja usar. Ele é reverenciado por cada um dos cardeais presentes. O anúncio oficial é feito pelo chamado cardeal emérito – o mais antigo entre os presentes. O cardeal anuncia: “Habemus papam”, em latim, que significa “temos papa”. O novo papa aparece na varanda da Basílica de São Pedro.