X
Cotidiano

Não dê um pet de presente neste Natal: planeje para ter um!

Na corrida pela escolha do presente, não é raro que um gato ou cão se torne uma opção irresistível. Mas é importante lembrar que eles não são brinquedos e trazem responsabilidades para o tutor

Antes de adquirir um gato ou cão, deve-se realizar uma análise prévia a fim de identificar as características e o perfil deles / Divulgação

O mês de dezembro chegou e, com ele, o Natal. Por conta disso, muitas pessoas já ficam na expectativa para escolher um presente que surpreenda e podem acabar utilizando a data para presentear aqueles que amam com um pet. Mas será que um gato ou cão seria a melhor escolha para essa data?

De acordo com os dados coletados pela Comissão de Animais de Companhia (COMAC), a principal porta de entrada dos pets nas famílias brasileiras é por meio da adoção ou como um presente, sendo que 44% dos novos tutores foram presenteados com cães e 31% com gatos.

Apesar de ser uma alegria tornar-se tutor de pet, é preciso ter ciência de que cuidar de um gato ou cão requer uma grande responsabilidade durante toda sua vida. A expectativa de vida deles varia de acordo com a raça e o porte. Para cães pequenos e gatos, a média é de 16 anos, cães médios entre 12 e 13 anos, cães grandes, entre 10 e 12 anos e os cães gigantes entre seis e oito anos. Por isso, é importante criar condições ideais para que o animal viva de forma saudável, se sinta feliz, seja sociável e que enriqueça a vida da família e da sociedade, reduzindo riscos de abandono. A marca Royal Canin, que defende a posse responsável, traz dicas para que os tutores se preparem para a chegada do novo pet.

A médica-veterinária Priscila Rizelo recomenda que antes de adquirir um gato ou cão, deve-se realizar uma análise prévia a fim de identificar as características e o perfil deles. "É essencial levar em consideração qual espécie, dados de comportamento, personalidade e nível de energia do animal, para que o pet tenha sinergia com o cotidiano e perfil da família. Dessa forma, a adaptação será positiva e a posse responsável", reforça a especialista.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Confira 7 pontos essenciais para o futuro tutor levar em consideração antes de tomar a decisão sobre adquirir um pet:

1. Qual perfil de pet é o mais recomendado?

Cada gato e cão é diferente. Seu tamanho, idade, níveis de energia e temperamentos podem afetar a dinâmica familiar. Consultar um Médico-Veterinário é um recurso-chave para buscar informações confiáveis. Eles podem, até mesmo, recomendar criadores ou ONGs que adotem diretrizes de bem-estar animal.

2. Você tem condições financeiras para assumir as despesas?

Ter um pet em sua família gerará gastos extras. Lembre-se que o orçamento dedicado precisa atender as despesas de rotina como, por exemplo, alimentos, brinquedos, vacinas, visitas regulares ao médico-veterinário e cuidados necessários com a higiene. O orçamento também deve prever gastos com emergências e doenças que possam ocorrer durante a vida do pet.

3. Você já decidiu quem vai cuidar da saúde do seu pet?

Escolha um Médico-Veterinário antes de o seu pet chegar e pesquise por potenciais cuidadores para cuidar dele na sua ausência. É importante apresentá-los ao pet antes de contratá-los.

4. Existem condições especiais de saúde ou necessidades alimentares que o seu futuro animal de estimação pode ter?

O acompanhamento da saúde do pet junto a um médico-veterinário é fundamental para manter a saúde do animal em dia. Com o passar da idade, será necessário adaptar a alimentação de acordo com as necessidades da idade.

5. A agenda da sua família é agitada?

A guarda responsável também inclui o planejamento de cuidados por parte do tutor. Todos podem ajudar a cuidar do pet - alimentação, exercícios, adestramento e brincadeiras - ou a responsabilidade estará só com você? É recomendado refletir.

Também é fundamental pensar o que farão em casos de viagens, mudanças, se a família aumentar, se o pet ficar doente etc. Se a decisão for positiva, deve-se avaliar quais pets são mais adequados para o estilo de vida da família.

6. Você pesquisou por locais de adestramento e /ou está disposto a dedicar tempo para isso?

Além de amor e atenção, os pets também devem passar por um processo de aprendizado e treinamento. Ensinar seu gato ou cão, por exemplo, requer paciência, dedicação, persistência, tempo e recursos.

7. Sua casa está preparada para receber o pet?

Algumas raças precisam de mais estímulo mental e de um espaço maior, enquanto outras, são mais adequadas para ambientes menores. O espaço físico que será disponibilizado para o seu animal de estimação é importante. Para receber um gato, por exemplo, é necessário telar todas as janelas para evitar fugas e acidentes.

Não dê um animal de estimação de presente, mas planeje para ter um. Contar com um gato ou um cão na família é uma das experiências mais gratificantes que podemos ter. Com o planejamento correto, ele terá um lar feliz e os cuidados necessários para a vida toda.

Deixe a sua opinião

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Saúde

Plano de saúde individual vai subir 15%, a maior alta em 22 anos

O percentual mais elevado já autorizado pela ANS até hoje havia sido de 13,57% em 2016

Cubatão

Prefeitura de Cubatão decreta o fim do estado de calamidade pública

A Prefeitura de Cubatão decidiu revogar o decreto que prorrogava até 31 de maio o estado de calamidade pública em decorrência da covid-19

©2021 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software