Cotidiano

Não aguenta fazer inventário? Especialista explica passo a passo da estratégia de doação em vida

Muitas famílias acreditam que o inventário é o único caminho para transmitir bens, mas a verdade é que esperar pode custar caro

Ana Clara Durazzo

Publicado em 11/03/2026 às 14:05

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Além de evitar conflitos familiares, o planejamento sucessório através da doação de imóveis pode reduzir drasticamente a burocracia futura. / freepik

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Organizar o patrimônio ainda em vida é uma estratégia que ganha força no Brasil. Além de evitar conflitos familiares, o planejamento sucessório através da doação de imóveis pode reduzir drasticamente a burocracia futura.

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O 'Pulo do Gato': Doar sem sair do imóvel

A maior preocupação dos pais é perder a moradia ou a renda. Para isso, a legislação oferece o Usufruto Vitalício.

  • Como funciona: Você transfere a propriedade para o nome dos filhos (eles viram os 'donos no papel'), mas o direito de morar ou receber aluguel continua sendo seu até o fim da vida.

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  • Vantagem extra: Após o falecimento, os filhos precisam apenas levar a certidão de óbito ao cartório. Sem juiz, sem advogados e sem a demora do inventário.

Blindagem Patrimonial: 3 cláusulas essenciais

Ao fazer a doação em cartório, você pode incluir 'travas' de segurança para garantir que o bem continue na família:

  1. Incomunicabilidade: O imóvel não entra na partilha caso seu filho(a) se divorcie.

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  2. Impenhorabilidade: Protege o bem contra possíveis dívidas futuras dos seus herdeiros.

  3. Inalienabilidade: Impede que os filhos vendam o imóvel sem o seu consentimento.

O que você precisa saber antes de começar

  • O limite de 50%: Pela lei brasileira, você só pode doar livremente metade do seu patrimônio. A outra metade é reservada obrigatoriamente aos herdeiros necessários.

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  • Custos: É necessário pagar o ITCMD (imposto estadual) e as taxas de cartório. Embora haja um gasto imediato, ele costuma ser menor do que os custos acumulados de um inventário judicial.

Dica da Especialista: De acordo com a advogada Simone Calili, o planejamento sucessório não é apenas sobre papéis, mas sobre segurança jurídica. É fundamental analisar o cenário tributário e familiar antes de registrar a escritura.

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