Na contramão das carreatas, restaurantes santistas são a favor das medidas restritivas

Enquanto alguns comerciantes da região saem em carreatas reivindicando a flexibilização da quarentena, outros mantêm seus estabelecimentos fechados e se reinventam para seguirem de pé.

Enquanto alguns comerciantes da região saem em carreatas reivindicando a flexibilização da quarentena e o retorno de serviços não essenciais, outros mantêm seus estabelecimentos fechados e se reinventam para seguirem de pé. Um desses exemplos é a Seven Kings Burgers, em Santos.

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De acordo com Fernando Russell,um dos sócios da hamburgueria, ele e a equipe se conscientizaram sobre a importância de evitar o salão cheio, mesmo que isso signifique menos 50% no faturamento do fim do mês. “Caiu muito, ainda mais porque nosso movimento era grande aos fins de semana e quando o cliente come fora,  acaba pedindo uma porção, uma cerveja, o que não acontece no delivery”, diz.

Para driblar a crise econômica que chegou junto com a pandemia sem demitir ninguém, Fernando explica que foram feitos acordos salarias, ou seja, uma parte é paga pela empresa e a outra vem através dos benefícios autorizados pelo Governo Federal. “Estamos trabalhando com a equipe reduzida. Demos férias para alguns funcionários, afastamos uma moça que está grávida e um que já tem mais de 60 anos”.

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Fechado desde o dia 24 de março,o restaurante segue trabalhando após adaptar todo o cardápio ao delivery. Questionado sobre o que diria a quem participa de carreatas pedindo a reabertura do comércio, Fernando diz que empresa e dinheiro podem ser recuperados depois com “muito trabalho”, mas vidas não.

“Nós só vamos reabrir o salão quando o governo Estadual e Municipal autorizarem e, mesmo assim, se nós sentirmos que é seguro para os funcionários e clientes”, pondera. Alerta também que ideologia política não deveria se misturar com questões sanitárias. “Deixem os especialistas avaliarem a situação. Se virologistas, infectologistas,intensivistas do mundo inteiro falam que é preciso ficar em casa, não vou ser eu, um empresário do ramo da gastronomia que vai saber mais do que eles”.

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Além da Seven Kings, outros restaurantes da cidade adotaram publicamente a mesma postura e seguem se reinventando enquanto a epidemia continua. A internet e a adaptação dos pratos para o sistema de entregas, no momento, são as grandes aliadas dos comerciantes.

Em Santos, Dario Costa, do restaurante Madê, no Boqueirão; Leandro Garcia, do Café Tarantino, no Gonzaga;Guilherme, da Cerveja & Porcaria, na Aparecida, e o pessoal do Tasca do Porto, no Centro, são exemplos de locais que mudaram a forma de atenderem seus clientes e aguardam o momento seguro de, enfim, verem novamente seus salões cheios.