Na contramão da economia, setor de móveis se expande em 2015

Um dos exemplos dessa perspectiva otimista para o setor é o grupo paranaense Gazin, que no ano passado faturou R$ 3,15 bilhões

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14 MAI 201518h31

O ano de 2015 é de expansão para o setor moveleiro, conforme projeção da consultoria Inteligência de Mercado (Iemi), especializada em dados numéricos e comportamentais para empresas e indústrias de diferentes segmentos. Mesmo com a economia brasileira caminhando a passos lentos e não dando nenhum sinal de melhoria a curto e médio prazo, o setor irá viver um crescimento, ainda que em ritmo pouco acelerado, este ano

De acordo com o Iemi, em 2014 foi constatada pela primeira vez, desde que começaram a estudar o mercado moveleiro no Brasil, uma queda de produção em relação ao ano anterior. Essa desaceleração foi motivada devido aos movimentos que o país viveu ao longo do ano, como a Copa do Mundo e as eleições, e agravada pelo quadro de desaquecimento do consumo e restrições ao crédito, o que atrapalhou o consumo de bens duráveis. No entanto, este ano, a situação deve melhorar.

Um dos exemplos dessa perspectiva otimista para o setor é o grupo paranaense Gazin, que no ano passado faturou R$ 3,15 bilhões, ultrapassando sua meta de crescimento, e abriu dez novas lojas. Para 2015, o grupo prevê a inauguração de 20 lojas pelo país e um crescimento de 10% do faturamento.

O Grupo Gazin, além de possuir a maior rede atacadista do país, a Gazin Atacado, também figura entre os seis maiores fabricantes de colchões do Brasil, e em pouco mais de dois anos reestruturou sua indústria, composta por seis fábricas, com investimento de R$ 30 milhões.

Outro fator em que o grupo Gazin aposta para manter as vendas em alta é o bom desempenho esperado no setor do agronegócio. As regiões Centro-Oeste e Norte do país são os principais focos da Gazin no varejo, por isso, a perspectiva do agronegócio é animadora. Um exemplo desse foco é o fato do Mato Grosso do Sul ser um dos estados que receberá as novas lojas do grupo.

No atacado, as previsões também são animadoras, pois o faturamento do mês de março deste ano já mostrou recuperação do setor, de acordo com a pesquisa do Banco de Dados ABAD/FIA, que traz mensalmente os dados preliminares do crescimento das empresas atacadistas e distribuidoras de todo o país.

O resultado é um crescimento de 14,19% de faturamento em relação ao mês de fevereiro, sendo o primeiro número positivo do ano. A projeção para o crescimento anual é de 1,5% o que deixa o setor ainda mais otimista.

No ano passado, o setor atacadista distribuidor apresentou crescimento de 0,9% e faturamento de R$ 211,8 bilhões. Esses dados foram apontados pelo Ranking ABAD/Nielsen 2015 ? ano base 2014
De acordo com os resultados da pesquisa do Ranking, no ano passado, o segmento atacadista distribuidor cresceu 0,9% em termos reais (0,8 ponto percentual a mais do que o PIB nacional, de 0,1%) e 7,3% em termos nominais, atingindo faturamento de R$ 211,8 bilhões

O crescimento do setor moveleiro é de extrema relevância para o país. Principalmente no contexto atual, em que o cenário econômico é de retração. Com o aumento das taxas de juros, da inflação e da inadimplência, muitos setores produtivos não aguardam nenhum tipo de crescimento a curto e médio prazo. Por isso, a projeção do crescimento do ramo de móveis é tão animadora.

Os dados apresentados na 9ª edição do "Relatório Setorial da Indústria de Móveis no Brasil ? Brasil Móveis 2014", elaborado pelo IEMI, apontam a importância do setor produtor de móveis e colchões quando comparado aos indicadores da indústria de transformação no Brasil, tanto pela relevância do valor de sua produção quanto por sua capacidade de gerar empregos e divisas para o país.