Museu Pelé abre as portas ao público na segunda-feira

A partir de terça (17), o funcionamento normal será das 10h às 18h. São 2545 objetos no acervo, sendo 110 na mostra permanente

Comentar
Compartilhar
13 JUN 201420h00

O Museu Pelé abre suas portas ao público na segunda-feira (16), a partir das 13h com fechamento às 18h. O valor do ingresso é R$ 18,00. Há isenção para crianças de até 5 anos e meia entrada de 6 a 12 anos, estudantes, professores, maiores de 60 anos.

A partir de terça (17), o funcionamento normal será das 10h às 18h. São 2545 objetos no acervo, sendo 110 na mostra permanente. Um dos itens mais significativos não é de ouro e nem mesmo foi entregue por uma autoridade. Mas é a peça que melhor representa a trajetória do menino humilde que se tornou uma das figuras mais conhecidas do mundo. Feita de madeira e com mais de 60 anos de história, a caixa de engraxate utilizada pelo menino Edson Arantes do Nascimento para ganhar os primeiros trocados em Bauru (SP) pode ser considerada o marco zero do conjunto.

Das relíquias da infância do Rei também faz parte o rádio em que ouvia os jogos de futebol ao lado de seu pai, o ex-jogador Dondinho. Diante do aparelho, aos 10 anos, Pelé prometeu que um dia conquistaria a Copa do Mundo para seu pai, que chorava por conta da derrota do Brasil na final do Mundial de 1950.

Pelé não só cumpriria a promessa oito anos mais tarde, como repetiria a dose outras duas vezes em 1962 e 1970. Nada mais justo que uma réplica da taça Jules Rimet, oferecida pelo governo do México, seja um dos destaques do acervo.

O Museu Pelé abre suas portas ao público na segunda-feira (16) (Foto: Matheus Tagé/DL)

Da Rainha para o Rei

A reunião de itens do museu, além de uma infinidade de troféus, bolas, camisas, vídeos de jogos (alguns inéditos), narrações esportivas e documentos pessoais, traz objetos singulares, como a condecoração For God and the Empire, concedida pela rainha Elizabeth II em 1997. Como Pelé não é cidadão britânico, não pode usar o título de Sir, somente o de Cavaleiro Honorário.

Como todo rei que se preze há também coroas no acervo, como a que foi entregue pelo Governo de Minas Gerais, no Estádio do Mineirão, em 1969. A peça, em ouro e pedra de ônix, havia pertencido ao Ministro Antônio Ferreira Viana, um dos redatores da Lei Áurea, e foi confeccionada pelos mesmos ourives da coroa do imperador D. Pedro II.

As peças do acervo são divididas em:

A - Documentais – Fotos, filmes, áudios e objetos que contextualizam e estabelecem referências para a história da vida e da carreira de Pelé. Boa parte do material é inédito. O museu detém ainda os direitos exclusivos sobre 622 fotos do fotógrafo José Dias, que acompanhou a carreira de Pelé desde o primeiro dia em que, ainda garoto, chegou à Vila Belmiro, em 1956, até a sua consagração como tricampeão mundial pela Seleção Brasileira e bicampeão do mundo pelo Santos Futebol Clube.

B - Memorabília – Objetos pessoais e referências para entusiastas esportivos, pesquisadores e fãs de Pelé. Dentre essas peças estão a caixa de sapatos que Pelé usava para trabalhar como engraxate na estação de trem de Bauru; o rádio em que ouvia os jogos de futebol ao lado de seu pai, o ex-jogador Dondinho, e até a primeira moeda que Pelé ganhou jogando futebol.

C – Culturais – Imagens, cartazes, pinturas, esculturas, livros e outras representações artísticas doadas ou adquiridas por Pelé ao longo da carreira. Incluem-se objetos de vários países, livros raros e os registros das participações de Pelé no mundo das artes.

D - Esportivas – Vestuário, equipamentos e objetos ligados ao esporte, como troféus, flâmulas e medalhas. Material que retrata os momentos marcantes da carreira do Rei, com destaque para réplica da Taça Jules Rimet; o troféu Atleta do Século outorgado pelo jornal francês L ‘Equipe em 1981; a Bola de Ouro entregue este ano pela FIFA, alusiva ao conjunto da obra de Pelé.