Cotidiano

Multinacional tira 18 mil do home office e Sindicato dos Metalúrgicos vai à Justiça

Por mais que a empresa tenha anunciado que a decisão valeria a partir de agosto, ela acabou sendo adiada para uma data posterior

Gabriel Fernandes

Publicado em 29/08/2025 às 13:15

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Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região ingressou na Justiça contra a decisão / Vojtech Okenka/Pexels

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O regime de trabalho em home office será 100% extinto na Embraer a partir de 5 de janeiro de 2026. Antes prevista para agosto deste ano, a medida foi adiada após mobilização dos empregados da unidade de São José dos Campos (SP).

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O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região ingressou na Justiça contra a decisão.

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Embraer

Em nota, a Embraer afirmou que o trabalho presencial será retomado em três dias da semana, com possibilidade de dois dias em home office. Segundo a empresa, a decisão aconteceu em decorrência do crescimento da companhia e será válida para seus 18 mil funcionários no Brasil.

A fabricante destacou ainda que, em diversos países, o retorno presencial já foi concluído. A Embraer acredita que a medida contribuirá para “o fortalecimento do vínculo entre as equipes por meio de experiências compartilhadas, colaboração em projetos, desenvolvimento de pessoas, bem como maior agilidade na comunicação e tomada de decisões”.

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Sindicato

Já o sindicato sustenta que a volta ao trabalho 100% presencial deveria ser precedida de negociação entre as partes, de acordo com o artigo 468 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

“Neste contexto, a modificação unilateral das condições de trabalho, que busca remover o regime híbrido e 100% remoto adotado e consolidado, contraria diretamente este preceito legal”, diz a petição inicial.

Entenda o caso

A Embraer passou a adotar o regime de home office, assim como diversas empresas no mundo, durante a pandemia em 2020, e o manteve desde então.

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Em março deste ano, a empresa anunciou que retornaria ao regime 100% presencial em agosto, mas, diante das manifestações contrárias dos trabalhadores, decidiu adiar a medida.

Nesse período, foram iniciadas obras de ampliação do restaurante e de adequação das unidades para receber os empregados.

Com informações da Folha de S.Paulo.

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