Entenda quando matar a sede do gado deixa de ser um direito e se torna um crime ambiental com risco de embargo imediato da área. / ImageFX
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Uma prática ancestral em milhares de fazendas brasileiras entrou no radar da fiscalização digital: o rebanho bebendo água diretamente no rio. O que muitos produtores não sabem é que o acesso livre e o pisoteio constante podem disparar multas automáticas via satélite de, no mínimo, R$ 5.000 por hectare.
Entenda quando matar a sede do gado deixa de ser um direito e se torna um crime ambiental com risco de embargo imediato da área.
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O Código Florestal permite o acesso de animais às Áreas de Preservação Permanente (APPs) para matar a sede, mas há uma condição: a atividade deve ser de baixo impacto.
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O limite: Quando 150 ou 200 cabeças pisoteiam a margem diariamente, o solo compacta, a vegetação morre e o rio assoreia. Nesse momento, a fiscalização deixa de ver 'sede' e passa a ver 'pecuária em área proibida'.
Não espere a caminhonete do órgão ambiental no portão. Hoje, a tecnologia é a maior fiscal:
Imagens de Satélite: Detectam a perda de cobertura vegetal em tempo real.
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Cruzamento com o CAR: O sistema identifica o dono da terra e a infração automaticamente.
Histórico Temporal: O satélite mostra como a margem estava antes e depois do pisoteio.
Especialistas apontam que a prevenção custa muito menos que a multa. As soluções passam por:
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Corredores Cercados: Limitar o acesso do gado a pontos específicos e protegidos da margem.
Bebedouros no Pasto: Retirar o gado da APP e levar a água até ele via cochos, protegendo a mata ciliar e a qualidade da água que o próprio rebanho consome.